Médico ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana, doutor Guilherme Carvalho.

A endometriose foi destaque em entrevista do médico ginecologista e especialista em reprodução humana Guilherme Carvalho ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, nesta quarta-feira (8). O especialista trouxe orientações importantes sobre sintomas, diagnóstico, tratamento e a relação da doença com a infertilidade.

Segundo o médico, a endometriose atinge cerca de 10% das mulheres, mas ainda enfrenta um grande desafio: o diagnóstico tardio.

” No Brasil, leva-se de 7 a 10 anos para diagnosticar a endometriose “

A doença está diretamente associada a sintomas como cólicas menstruais intensas, dores pélvicas e dor durante a relação sexual. Por isso, o alerta é claro: mulheres com esses sinais devem procurar investigação médica.

Um ponto importante destacado pelo especialista é que exames simples podem não identificar a doença.

“A ultrassonografia comum pode dar normal. O diagnóstico exige exames específicos, como ressonância ou ultrassom com preparo intestinal “

Apesar da forte ligação com infertilidade, o médico desmistificou uma ideia comum: nem toda mulher com endometriose é infértil.

“Muitas mulheres com endometriose conseguem engravidar. Mas entre 30% e 50% das mulheres inférteis têm a doença “

A infertilidade, inclusive, tem crescido no Brasil. Atualmente, cerca de 17% dos casais enfrentam dificuldades para engravidar. Entre as causas estão fatores como estilo de vida, estresse, alimentação inadequada, sedentarismo e até o adiamento da maternidade.

Outro alerta importante envolve os homens: cerca de 35% dos casos de infertilidade têm origem masculina, e exames básicos nem sempre são suficientes para detectar problemas.

O especialista também destacou a importância de políticas públicas para tratamento da infertilidade, já que muitos casais não têm acesso a procedimentos de alto custo.

Sobre o tratamento da endometriose, ele reforçou que vai além de medicamentos.

“Mudança de estilo de vida, alimentação saudável, controle do peso e atividade física são fundamentais “

Assista à entrevista completa no vídeo.

 

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