O dólar voltou a cair no mercado brasileiro nesta sexta-feira (10) e fechou em baixa de 1,02%, cotado a R$ 5,0112, o menor patamar em quase dois anos e próximo da marca simbólica dos R$ 5.
Na contramão da moeda norte-americana, o Ibovespa avançou 1,12%, encerrando o dia aos 197.324 pontos e renovando seu recorde histórico.
O desempenho dos mercados foi influenciado, principalmente, pelo cenário internacional, com investidores atentos às negociações envolvendo Estados Unidos e Irã. As conversas de paz estão previstas para começar neste sábado, após o anúncio de um cessar-fogo temporário no início da semana.
O acordo prevê uma trégua de duas semanas nos ataques entre forças americanas e israelenses, em troca da reabertura do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo.
Apesar disso, o mercado ainda vê fragilidade no acordo, diante de registros de violações e da manutenção parcial do bloqueio da rota, o que mantém a volatilidade nos preços do petróleo.
Por volta das 16h, o barril do tipo Brent recuava 1,46%, sendo negociado a US$ 94,48, enquanto o WTI caía 1,67%, a US$ 96,23.
No cenário doméstico, os investidores reagiram à divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. O indicador subiu 0,88% em março, acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,7%.
No acumulado de 12 meses, a inflação brasileira chegou a 4,14%, também superando as projeções, que giravam em torno de 4%.
Já nos Estados Unidos, novos dados econômicos também entraram no radar dos investidores. O índice de preços ao consumidor subiu 0,9% em março, após avanço de 0,3% em fevereiro, acumulando alta de 3,3% em 12 meses, em linha com o esperado.
O conjunto de fatores reforça um cenário de cautela global, com o mercado oscilando entre sinais positivos de trégua geopolítica e preocupações com inflação e atividade econômica.
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