Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, nesta quarta-feira (15), o advogado eleitoral Jonathan Pontes analisou os desdobramentos jurídicos e políticos após o afastamento do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto. Segundo o especialista, o caso envolve frentes distintas: a investigação criminal em andamento e a esfera eleitoral, que ainda pode gerar novos capítulos na Justiça.
Jonathan explicou que, mesmo com a operação que resultou no afastamento de Edvaldo, não há efeito automático sobre a diplomação marcada para o próximo dia 25. De acordo com ele, a diplomação é um ato administrativo da Justiça Eleitoral, enquanto a posse depende da Câmara Municipal. O advogado ressaltou, porém, que adversários políticos ainda podem ingressar com ações judiciais para tentar barrar a entrega do diploma.
O especialista também destacou que, caso sejam comprovadas irregularidades capazes de desequilibrar o resultado das eleições suplementares, Cabedelo poderá enfrentar uma nova disputa nas urnas. Ele lembrou que ações como abuso de poder político, econômico e interferência criminosa no processo eleitoral podem resultar em cassação e convocação de outro pleito.
Sobre a alta abstenção registrada na eleição suplementar, Jonathan Pontes afirmou que o índice de cerca de 42% não anula automaticamente o resultado, como muitos acreditam. Para ele, o dado revela insatisfação popular e desgaste político no município, que vive sucessivas crises institucionais e agora aguarda os próximos passos da Justiça.




