O secretário estadual de Saúde, Ari Rodrigues, revelou nesta terça-feira (8), durante o programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, que a Prefeitura de Campina Grande não estaria cumprindo um acordo firmado com o Ministério Público para o repasse de recursos destinados ao Hospital Materno Infantil Clipsi. Segundo ele, o Estado assumiu a unidade diante do risco de fechamento e já investe cerca de R$ 3,5 milhões por mês para manter os serviços.
“Naquela época, haviam quatro meses pendentes de pagamento por parte da Prefeitura de Campina Grande para o hospital. O fechamento daquela unidade seria o colapso da assistência materno-infantil”, afirmou Ari. O secretário disse ainda que, mesmo após o acordo, os cerca de R$ 400 mil mensais destinados pelo Ministério da Saúde ao atendimento da unidade continuam sendo direcionados para a conta da Prefeitura.
“O acordo que foi feito perante o Ministério Público da Paraíba foi descumprido em sua totalidade por parte do município”, declarou o secretário. Ari afirmou que o Estado já realizou mais de mil partos e cerca de 12 mil atendimentos na unidade em três meses, além de manter funcionários, folha de pagamento, manutenção e demais custos do hospital.
Ari também classificou a situação como um problema que precisa ser resolvido administrativamente e afirmou que a Secretaria de Saúde já teria feito diversas cobranças para que a gestão fosse regularizada. “Passar esse recurso para o governo do Estado é sentar no computador, dentro de dois minutos você resolve e o recurso vem para cá”, disse.
Apesar do impasse financeiro, o secretário garantiu que o Governo da Paraíba não pretende interromper os serviços da Clipsi. Segundo Ari, uma nova UTI já foi aberta e outra unidade de terapia intensiva materna deverá ser implantada no próximo mês, enquanto o Estado também prepara novos investimentos na assistência à saúde da mulher em Campina Grande.



