Foto: Reprodução

A vereadora de Bayeux Eloah Felinto (Mobiliza) comentou nesta terça-feira (8), durante o programa Senso Crítico, da FGTV, apresentado pelo jornalista Klauber Beserra, a confusão registrada na Câmara Municipal durante a sessão do feriado de 7 de Setembro. A parlamentar rebateu a versão apresentada pela presidente da Casa, Jays de Nita, e afirmou que passou mal durante os trabalhos. “Eu fui atendida e estou com laudo. Não só eu, a vereadora França também está no médico”, declarou.

Eloah contestou a afirmação de que teria recusado atendimento do Samu e explicou que a própria presidente teria informado que o serviço foi acionado para atender as vereadoras. “Não fui eu que assinei. Na entrevista, ela informa ao senhor isso”, afirmou. A vereadora também citou a pastora Anunciada, que, segundo ela, é paciente oncológica e estava em tratamento. “É um ato gravíssimo da presidente continuar a sessão vendo uma companheira de parlamento passar mal”, criticou.

Durante a entrevista, Eloah acusou pessoas ligadas à Prefeitura de Bayeux de estarem entre os participantes do tumulto. “Se você olhar esse cidadão aí no vídeo que subiu na cadeira da Câmara, esse povo aí inteiro é da Prefeitura”, afirmou. A vereadora pediu que as imagens das câmeras sejam analisadas para esclarecer o episódio. “Eu não estou dizendo nenhuma inverdade. O senhor pode pedir as imagens. Eu estou afirmando porque é verdade”, destacou.

A parlamentar também questionou a tramitação dos projetos que seriam votados durante a sessão. Segundo Eloah, as matérias deveriam ter passado pelas comissões antes de chegar à votação. “O regimento informa que tem que passar pelas comissões, serem apreciados, e não é o rito que foi seguido”, disse. Ela ainda afirmou que pretende responsabilizar os envolvidos pela condução dos trabalhos: “Enquanto membro da Comissão de Ética, iremos fazer essa investigação e essa punição, porque essa sessão será anulada”, afirmou.

Eloah foi além e anunciou que pretende levar o caso à Justiça. “Eu quero judicializar a Câmara. Eu quero que a gente resguarde o direito da Casa. Isso é arbitrário”, declarou. A sessão, convocada pela presidente Jays de Nita para votar cinco projetos enviados pela prefeita Tacyana Leitão (PSB), terminou com bate-boca, protestos, atendimento do Samu e intervenção da Polícia Militar. Mais cedo, Jays afirmou que os vereadores envolvidos na confusão serão punidos e apresentou uma versão diferente sobre os acontecimentos.

Assista o programa Senso Crítico da FGTV:

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