Ex-governador Ricardo Coutinho, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa. (Larrise Monteiro).

O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) criticou duramente a Parceria Público-Privada (PPP) da Cagepa durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, nesta quarta-feira (8). Ao comentar o leilão realizado pelo Governo da Paraíba, o petista afirmou que, se voltar ao governo, pretende questionar o contrato e disse acreditar que a concessão poderá resultar no aumento das tarifas cobradas da população.

“Eu acho que ali foi um acordo de amigos. Ali foi um acordo de pai para filho. Primeiro, são R$ 3 bilhões em 25 anos. Isso dá cerca de R$ 10 milhões por mês de investimento, mas, assim que assumir, a empresa vai ficar com R$ 35 milhões a R$ 40 milhões por mês do que já é arrecadado com a taxa de esgoto. Ou seja, sem fazer nada”, afirmou Ricardo, ao defender que a estrutura foi construída ao longo de décadas com recursos pagos pelos paraibanos.

O ex-governador também classificou a concessão como um erro na condução da política pública de saneamento. “O que está por trás disso é uma visão totalmente equivocada de entregar um setor essencial para a iniciativa privada. É uma burrice extrema, uma falta de respeito com o povo. O sistema público permite que o superávit das cidades maiores ajude a manter o serviço nas cidades menores, e isso pode ser comprometido”, declarou.

Ricardo Coutinho ainda afirmou que, caso seja eleito novamente governador, pretende contestar a PPP. Segundo ele, a concessão poderá provocar aumento nas tarifas pagas pelos consumidores e mudar o modelo de prestação dos serviços de água e esgoto no estado.

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