O ex-prefeito de Cabedelo e ex-secretário de Turismo de João Pessoa (Setur-JP), Vitor Hugo Castelliano (MDB), afirmou em nota nesta terça-feira (14) que vem sendo alvo de perseguição política após a operação da Polícia Federal (PF) que afastou o prefeito do município, Edvaldo Neto (Avante).
A manifestação ocorre em meio às investigações que apuram um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível ligação com organização criminosa com atuação na cidade de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.
Em sua declaração à imprensa, Vitor Hugo negou qualquer envolvimento com os fatos investigados e afirmou que sua trajetória pública sempre foi pautada pelo respeito às instituições. “Respeita as instituições, foram sete anos de gestão sem falarem em facções. Nunca teve contato com essas pessoas, ficará comprovado durante o processo”, disse.
O ex-gestor também atribuiu o que classifica como ataques políticos a articulações envolvendo adversários locais. “Vem sofrendo perseguição política montada por Walber junto a um ex-vereador de Cabedelo”, destacou.
A operação da Polícia Federal que motivou as manifestações desta terça-feira investiga um grupo suspeito de direcionar contratos públicos a empresas fornecedoras de mão de obra, com possível ligação com organização criminosa citada como braço do Comando Vermelho.
Segundo as investigações, o esquema envolveria a infiltração de integrantes na estrutura da administração municipal, além do uso de contratos públicos para movimentação de recursos e manutenção de influência política na cidade.
De acordo com a PF, o grupo seria formado por agentes políticos, empresários e integrantes de facções criminosas, com contratos que podem chegar a cerca de R$ 270 milhões sob suspeita.
O caso ganhou repercussão após o afastamento do prefeito eleito em eleição suplementar realizada no último domingo (12), convocada após a cassação da gestão anterior pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Antes disso, o gestor já ocupava interinamente a chefia do Executivo municipal.
As investigações seguem em sigilo e os citados negam participação nas irregularidades apontadas pela operação.
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