Durante o programa Senso Crítico, da FGTV, apresentado pelo jornalista Klauber Beserra nesta sexta-feira (9), a Zona Azul de João Pessoa entrou em debate após um relato envolvendo um flanelinha no dia da eleição. A partir da conversa, o jornalista questionou o funcionamento do serviço e sugeriu um modelo que inclua os trabalhadores que já atuam nas ruas.

Segundo Klauber, ao estacionar o carro, ele foi abordado pelo flanelinha, que perguntou se já havia votado e declarou que não votaria em Cícero Lucena. Questionado sobre o motivo, o trabalhador apontou os impactos da Zona Azul sobre quem depende da atividade para garantir o sustento. “Essa Zona Azul, que tira o pão de cada dia da gente”, relatou o jornalista, reproduzindo a fala que ouviu.

Ao comentar o episódio, Klauber comparou o sistema da capital paraibana com uma experiência que, segundo ele, foi adotada em Campina Grande. O jornalista afirmou que o município capacitou flanelinhas e incluiu pessoas com deficiência aptas a exercer funções de fiscalização e orientação, oferecendo uma alternativa de trabalho para quem já atuava nas ruas.

A partir dessa experiência, Klauber sugeriu que o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSDB), avalie uma iniciativa semelhante, com seleção, treinamento e identificação dos trabalhadores. Para o jornalista, a proposta poderia ampliar oportunidades de emprego, contribuir para a organização do estacionamento e tornar o atendimento mais próximo da população. “Você já pensou se o prefeito Leo Bezerra pegasse aí os flanelinhas de todas as áreas, chamasse através de uma secretaria, fizesse um treinamento, uma qualificação […] e desse dignidade a essas pessoas com empregabilidade?”, questionou.

Klauber também criticou a empresa responsável pela Zona Azul, o valor das multas e as dificuldades enfrentadas por motoristas que não têm familiaridade com ferramentas digitais. Ele defendeu que os profissionais do sistema também orientem os usuários sobre o pagamento e a utilização dos equipamentos. “O mundo é digital, mas tem muita gente que está no analógico ainda”, afirmou durante o programa.

Veja o comentário no programa Senso Crítico:

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