Ex-vice-prefeito de Cabedelo, Camila Holanda (PP).

A ex-vice-prefeita de Cabedelo, Camila Holanda (PP), se manifestou de forma indireta nas redes sociais na manhã desta terça-feira (14), após a operação da Polícia Federal (PF) que resultou no afastamento do prefeito eleito Edvaldo Neto (Avante). A ação integra uma investigação que apura supostos crimes de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível envolvimento com organização criminosa atuante no município da Região Metropolitana de João Pessoa.

Sem citar diretamente o caso, Camila publicou uma mensagem com tom pessoal e reflexivo. “Nada paga dormir de cabeça tranquila no travesseiro!”, escreveu.

Em outra publicação, a ex-vice-prefeita compartilhou um trecho de uma manifestação pública do então presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), desembargador Oswaldo Trigueiro, que, ao votar pela cassação da chapa em decisão anterior, destacou não haver comprovação de envolvimento direto dela com organizações criminosas.

Além disso, Camila também publicou um versículo bíblico do Salmo 91: “Mil cairão ao teu lado, dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido”.

A manifestação ocorre em meio ao novo capítulo da crise política em Cabedelo, que já havia passado pela cassação dos mandatos do então prefeito André Coutinho (Avante) e da própria Camila Holanda, eleitos em 2024.

A nova eleição suplementar, realizada no último domingo (12), foi convocada pelo TRE-PB após a decisão que atingiu a antiga gestão. No pleito, Edvaldo Neto havia sido escolhido para o comando do Executivo municipal.

Apesar da eleição recente, o novo prefeito foi afastado poucos dias depois, durante a operação da Polícia Federal que também investiga possíveis fraudes em contratos públicos e suspeita de atuação de facção criminosa em estruturas administrativas.

Segundo a PF, o esquema envolveria direcionamento de contratos, infiltração de integrantes criminosos na gestão e movimentação de recursos que podem chegar a R$ 270 milhões sob investigação.

Com o afastamento e a ausência de diplomação dos eleitos, o comando interino da Prefeitura de Cabedelo passou a ser exercido pelo presidente da Câmara Municipal, José Pereira (Avante), até novas definições judiciais e administrativas.

As investigações seguem sob sigilo.

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