O Portal Fonte83 traz o resumo político da semana entre os dias 18 e 22 de maio de 2026 em um período marcado por intensa movimentação nos bastidores da política paraibana e nacional, com agendas em Brasília durante a Marcha dos Prefeitos, articulações partidárias, disputas internas, decisões judiciais e novas leituras do cenário eleitoral de 2026.
A semana começou sob o impacto da mobilização de prefeitos e lideranças municipais em Brasília, onde encontros políticos reuniram deputados federais, estaduais, ex-prefeitos e dirigentes partidários da Paraíba, ampliando as conversas sobre alianças e definições para o próximo ciclo eleitoral.
No campo nacional, o ambiente político também foi influenciado por pesquisas eleitorais que repercutiram no estado, com movimentações de bastidores envolvendo grupos ligados ao Governo Federal e à oposição, além de debates sobre estratégias de comunicação e posicionamento de pré-candidaturas.
Em João Pessoa, o prefeito Leo Bezerra (PSB) esteve no centro de uma série de declarações políticas e administrativas. Ele afirmou ter descoberto, por meio de documentação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB), que ainda constava como presidente do PSB, situação que, segundo ele, foi formalizada durante verificação institucional. Em outro momento, declarou que não houve tratativas políticas recentes com o ex-governador João Azevêdo (PSB) e reforçou que qualquer diálogo “não será escondido”, destacando prioridade na gestão da capital.
Ainda na capital, Leo Bezerra também afirmou que João Pessoa não recebeu apoio dos governos estadual e federal para as famílias atingidas pelas chuvas, reforçando cobranças por assistência e ações emergenciais.
No campo partidário, o vereador Éder da Jampa (PL) descartou alinhamento automático com o pré-candidato ao Governo do Estado, Cícero Lucena e reafirmou apoio ao senador Efraim Filho (PL), reposicionando seu campo político na base local. Já o vereador Valdir Trindade (Republicanos) confirmou que assumirá mandato na Câmara Federal em junho, ampliando sua projeção política e projetando participação mais ativa no cenário eleitoral de 2026.
No campo das disputas internas, um vereador bolsonarista apontou divisão dentro do Partido Liberal (PL) após episódios envolvendo lideranças nacionais, afirmando que o partido ainda avalia seus próximos passos e não descarta mudanças na pré-candidatura.
Em outra frente, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) se destacou ao defender a redução da jornada de trabalho na proposta da escala 6×1 e ao confirmar reunião com o presidente Lula, reforçando sua presença em debates nacionais de impacto político e social.
O líder da oposição na Câmara Federal, Cabo Gilberto Silva (PL) também repercutiu ao comentar a crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, afirmando que o caso ocorreu dentro da legalidade e minimizando impactos políticos.
Ainda no cenário nacional, o caso do Banco Master e a visita de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro após prisão continuaram repercutindo, com desdobramentos políticos e comunicacionais que atingiram diretamente o ambiente do PL e aliados. Em paralelo, o presidente nacional do partido afirmou que não há mudança no comando de Flávio Bolsonaro e demonstrou confiança na recuperação política após a repercussão do caso.
Em João Pessoa, o debate sobre a Cagepa dominou parte da agenda política. O governador Lucas Ribeiro (PP) defendeu a parceria público-privada e afirmou que a estatal continuará pública, enquanto o prefeito Leo Bezerra criticou a condução do processo de leilão, afirmando que houve falta de transparência e surpresa na forma como a proposta foi apresentada.
Na Câmara Municipal, o presidente da Casa Napoleão Laureano, vereador Dinho Dowsley (MDB) autorizou a abertura de CPI da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) após parecer da Procuradoria, iniciando uma nova fase de investigação sobre o modelo de gestão e contratos relacionados ao setor de saneamento.
Parlamentares divergiram sobre o foco da investigação. Enquanto alguns defendem apuração ampla, outros afirmam que o debate precisa se concentrar na fiscalização e não na politização do tema. O deputado estadual Eduardo Carneiro (PP), por sua vez, reforçou apoio ao modelo de PPP, afirmando que a Cagepa segue como patrimônio público.
Em Campina Grande, Lucas Ribeiro também esteve em pauta ao afirmar que prepara encontro com o prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) para tratar de demandas do município, reforçando a necessidade de diálogo institucional entre governo e gestão municipal.
No Legislativo estadual, o deputado federal Ruy Carneiro (Podemos) afirmou que definirá em até um mês sua posição sobre disputar o Governo da Paraíba, mantendo o cenário eleitoral em aberto. Já o vereador Marcos Henriques (PT) admitiu a possibilidade de desistir da vice na chapa governista, cobrando definição mais clara do grupo político e afirmando que o processo precisa avançar. No campo da base governista, Lucas Ribeiro também minimizou disputas internas entre PSB, Republicanos e PT pela vice, defendendo que a chapa precisa de nomes que “some e contribuam” para o projeto político.
O ex-governador Ricardo Coutinho voltou a criticar a aliança entre o PT e setores da base governista, o petista descartou de forma categórica a possibilidade de votar no projeto de reeleição do governador Lucas Ribeiro e foi além, acusando o Governo do Estado de manter o que classificou como um “gabinete do ódio” instalado dentro da Secretaria de Comunicação (Secom), com a função de fabricar e disseminar notícias falsas contra opositores e reafirmando apoio ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e endurecendo o discurso sobre a condução da esquerda na Paraíba.
Na esfera municipal, o vereador Junio Leandro (PDT) retornou à Câmara de João Pessoa após articulação política e evitou declarar apoio para 2026, defendendo avaliação de currículo dos pré-candidatos ao Governo do Estado.
O vereador Mô Lima (PP) confirmou rompimento com o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), alegando dificuldades de atuação na gestão e destacando alinhamento com o grupo político de Leo Bezerra.
Ainda na gestão municipal, o prefeito Leo Bezerra nomeou o vereador Kleber Geraldo (PDT) na Secretaria de Segurança Urbana, além de Carlos Dunga Júnior foi nomeado para o cargo de secretário executivo de Ciência e Tecnologia, na área de Turismo, Daniel Rodrigues foi confirmado como novo secretário titular da pasta, assumindo o cargo após a saída de Vitor Hugo Castelliano (Avante). Já na Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, a jornalista Nena Martins foi nomeada secretária executiva e reorganização administrativa na capital.
No interior, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) manteve decisão contra a ex-prefeita de Bayeux, Luciene Gomes (PP) enquanto outras decisões judiciais reforçaram o monitoramento de gestões municipais e gastos públicos.
Em Cabedelo, a Justiça Eleitoral confirmou diplomações e movimentações administrativas após mudanças na estrutura política local.
No cenário nacional, a pesquisa Datafolha apontou Lula na liderança em eventual disputa presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro registrou recuo após repercussões políticas recentes, influenciando o ambiente interno do PL.
Ainda em Brasília, o encontro entre lideranças políticas da Paraíba durante jantar que reuniu João Azevêdo, Lucas Ribeiro, Aguinaldo Ribeiro (PP) e Hugo Motta reforçou articulações de bastidores e alinhamentos para 2026.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) também iniciou ações de monitoramento sobre possível influência de facções criminosas no processo eleitoral de 2026 na Paraíba, ampliando o nível de atenção institucional para o pleito. Em outro ponto, o Ministério Público abriu investigação sobre supostos servidores fantasmas em município do interior, reforçando o acompanhamento de irregularidades administrativas. A semana também foi marcada por denúncias envolvendo contratos públicos, incluindo auditorias solicitadas em gestões municipais e questionamentos sobre gastos considerados elevados em cidades paraibanas.
O Portal Fonte83 traz o encerramento do resumo político da semana destacando um cenário de forte tensão e reorganização das forças políticas na Paraíba. Entre debates sobre gestão pública, investigações institucionais, disputas partidárias, movimentações em Brasília e a crescente antecipação do processo eleitoral de 2026, a semana consolidou um ambiente de intensas articulações que seguem em curso no estado e devem ganhar novos desdobramentos nos próximos dias.




