Antônio Neto Ais, conhecido como Toinho da Braiscompany, quebrou o silêncio e falou pela primeira vez à imprensa, nesta sexta-feira (11), em entrevista exclusiva ao vivo no programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5. A entrevista foi concedida diretamente de Buenos Aires, na Argentina, onde ele está em prisão domiciliar.
Ao explicar por que passou quase quatro anos longe dos holofotes, Toinho afirmou que a decisão de permanecer em silêncio foi pessoal e teve como objetivo preservar sua imagem. Segundo ele, a pressão nas redes sociais e na imprensa criou uma espécie de condenação antes mesmo de uma decisão judicial. “Houve primeiro uma condenação social e midiática antes de uma condenação jurídica”, afirmou.
Toinho também disse que nunca teve uma determinação judicial que o impedisse de aparecer nas redes sociais, trabalhar ou oferecer cursos e mentorias. Ele afirmou que decidiu voltar a se expor porque, durante esse período, recebeu inúmeros pedidos de pessoas interessadas em cursos, orientação e mentoria. “Eu acho que existe o momento do silêncio, existe o momento da fala. E o momento da fala começou”, declarou.
Durante a entrevista, ele explicou que ensinar também representa uma forma de trabalho e geração de renda. Segundo Toinho, receber relatos de empresários que estariam conseguindo melhorar seus negócios a partir das orientações dadas por ele é uma das razões que o motivaram a retornar às redes. “Ensinar pessoas é o que me move, faz parte do meu propósito”, disse.
Ao falar diretamente sobre a Braiscompany, Toinho contestou a forma como o caso é apresentado publicamente e afirmou que a empresa não foi condenada, em primeira instância, por pirâmide financeira ou por crime contra a economia popular. Segundo ele, a empresa atuava em um mercado que considerava lícito, embora, conforme sua própria versão, ainda não houvesse uma regulamentação específica para aquele modelo de negócio.
Questionado de maneira direta pelo entrevistador se, depois de todo o caso, ele continuava afirmando que não houve crime nas operações da Braiscompany, Toinho foi enfático: “Não houve crime”. Na sequência, ao ser perguntado sobre a origem do dinheiro utilizado para pagar os rendimentos dos clientes, respondeu: “Das operações que a empresa realizava”.
Toinho afirmou ainda que a defesa pediu, em segunda instância, uma perícia nas operações da empresa, alegando que o pedido havia sido negado na primeira instância. Segundo ele, a acusação contra a Braiscompany estaria relacionada à operação sem licença da CVM. “É isso que estão imputando à Braiscompany”, declarou.




