O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (13).
De acordo com a equipe médica, Bolsonaro apresentou febre alta, sudorese e calafrios, além de episódios de vômito e falta de ar durante a madrugada, o que levou ao encaminhamento para a unidade hospitalar.
“Foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. No momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo”, informou o boletim.
O chamado para atendimento foi registrado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 7h40, inicialmente com suspeita de pneumonia. Bolsonaro chegou ao hospital às 8h50, em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo o cardiologista Brasil Caiado, o quadro evoluiu rapidamente durante a madrugada. “Ele estava bem ontem à noite. O quadro agudo começou por volta de 2h ou 3h da manhã e a progressão foi muito rápida”, afirmou.
Ainda segundo a equipe médica, Bolsonaro está sendo tratado com dois antibióticos intravenosos e apresenta uma leve melhora inicial, mas continua com sintomas como enjoo, dores musculares e dor de cabeça.
De acordo com os médicos, não há previsão de alta hospitalar. A expectativa é que o ex-presidente permaneça internado por pelo menos sete dias, período necessário para avaliação da resposta ao tratamento. “Normalmente, nesse tipo de tratamento não podemos falar em data, porque precisamos entender a resposta ao medicamento”, explicou o cardiologista.
Bolsonaro está preso desde janeiro na sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecida como “Papudinha”, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O processo é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A defesa do ex-presidente já apresentou pedidos para que ele cumpra prisão domiciliar alegando problemas de saúde, mas as solicitações foram negadas pela Justiça.
Esta não é a primeira vez que Bolsonaro apresenta problemas de saúde desde que foi detido. Em setembro do ano passado, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico após episódios de vômito, tontura e queda de pressão.
Já em janeiro deste ano, enquanto estava na superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente também foi hospitalizado depois de passar mal e bater a cabeça dentro da cela. Após esse episódio, Bolsonaro foi transferido para a unidade da Polícia Militar em Brasília, que possui suporte médico e acompanhamento clínico permanente.
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