O deputado estadual Walber Virgolino (PL) não deixou espaço para especulações nesta semana sobre a segunda vaga ao Senado Federal na chapa da direita, reafirmando sua postura firme após sessão na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).
“Eu, como deputado estadual e concorrendo à Prefeitura de Cabedelo, estou alheio a essas discussões. Acredito que cada um deve cuidar da segunda, terceira ou primeira vaga. Efraim Filho e Marcelo Queiroga quem está mais interessado nisso, afinal ele é o candidato. Quanto a mim, resumo minha atuação à minha própria insignificância: estou focado na minha eleição, e cada um deve cuidar do que é de sua responsabilidade”, disse Walber, em declarações que reforçam seu distanciamento das negociações da chapa majoritária.
O parlamentar enfatizou ainda que não pretende votar fora do PL, mesmo diante de especulações sobre alianças. “Então, eu sou chapa branca, sou raiz. Não negocio voto, não vendo voto. Muita gente diz que, se o PL não lançar o segundo candidato, vai apoiar fulano ou beltrano, mas eu não voto em fulano, não voto em beltrano; só voto em candidato do PL. Sou convicto das minhas ideias. Não adianta estar aqui dentro da Assembleia criticando o PT ou os partidos de centro e, ao mesmo tempo, em Brasília, votar neles, fortalecendo-os. Isso, além de fortalecer o adversário, enfraquece a nós e enfraquece o bolsonarismo”, afirmou.
As declarações acontecem em um momento de intensa movimentação nos bastidores do PL para definir sua chapa majoritária na Paraíba. Documentos atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ), pré-candidato à Presidência, indicam a filiação do senador Efraim Filho ao partido, oficializada em 22 de março, e apontam o ex-deputado federal Major Fábio (Novo) como possível segundo candidato ao Senado, ao lado do ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga.
Embora a composição ainda não tenha sido oficializada, Queiroga e Major Fábio surgem como peças centrais na estratégia de fortalecimento político liderada por Efraim Filho, que pretende disputar o Governo do Estado com o apoio do PL. A sigla ainda avalia se lançará uma chapa completa ao Senado ou concentrará forças em apenas um nome competitivo.
O cenário reforça a postura de Walber Virgolino: manter foco na própria eleição e na fidelidade ao partido, enquanto o PL costura alianças e monta sua estratégia para a disputa majoritária de 4 de outubro.
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