O ex-deputado federal Major Fábio, hoje pré-candidato ao Senado pelo Partido Novo, não poupou críticas ao PL durante entrevista à CBN João Pessoa, nesta sexta-feira (28). Visivelmente incomodado por ter sido preterido na composição da chapa ao Senado, que hoje orbita entre Efraim Filho (União) e Marcelo Queiroga (PL), o major “cobrou a fatura” e acusou o partido de agir de forma incoerente.
Segundo ele, o PL se apresenta como o grande bastião da direita, mas nos bastidores estaria abraçando políticos que sequer fazem parte do campo ideológico. “O discurso só é coerente quando a prática também é coerente. Eu sou pré-candidato a senador de direita. Mas eu não entendo… o PL abraça alguns candidatos, alguns pré-candidatos, alguns políticos que são de outros partidos, que não são nem de direita”, disparou.
Major Fábio reforçou que sua pré-candidatura ao Senado está mantida, com ou sem a bênção do PL. “Nós somos pré-candidato pelo Partido Novo e seremos candidato ano que vem, independente dessa acolhida ou não, porque nós somos de direita. A direita não é só o PL. A direita é o PL, a direita é o Novo”, afirmou, marcando distância da postura da sigla comandada pela família Bolsonaro.
No auge da crítica, o major ainda citou o exemplo de Nilvan Ferreira, ex-aliado da direita bolsonarista que rompeu com o grupo em 2024. “A gente até perdoou o Nilvan, né… porque quando ele foi candidato em Santa Rita, ele deixou a direita. Todo mundo assistiu isso”, lembrou. Apesar do puxão de orelha, encerrou dizendo ser amigo de Nilvan, mas insistiu: “Ele pecou nesse sentido”.
Em tom de cobrança, Major Fábio deixou claro que espera reconhecimento do PL para compor a chapa majoritária. “Eu quero ser abraçado por essa chapa. Eu sou de direita e coerência não se prega, se pratica.”, avisou, numa mensagem direta ao partido.




