O advogado e presidente da comissão eleitoral da OAB-PB, Charles Oliveira analisou, nesta quinta-feira (1º), durante o programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV, apresentado pelo jornalista Klauber Beserra, os impactos da desinformação na campanha eleitoral. O debate ocorreu em meio à circulação de conteúdos falsos e distorcidos nas redes sociais, tema que ganhou ainda mais espaço na reta final do primeiro turno.
Entre os episódios citados no programa está a informação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria defendido a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil. A afirmação, porém, foi atribuída ao candidato a partir de uma declaração feita em 2007 por um ex-deputado que era seu assessor. Também foi mencionado um episódio recente envolvendo uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre saúde masculina e feminina, que teria sido distorcida nas redes sociais.
Para Charles, a desinformação precisa ser combatida independentemente do campo político atingido. “Na verdade, a gente repele e até é importante deixar isso bem claro para quem está nos assistindo, a audiência do programa, que a desinformação e a fake news devem ser rechaçadas do convívio eleitoral”, afirmou. Segundo o advogado, a prática é antiga, mas ganhou novas dimensões com a velocidade de circulação proporcionada pelas plataformas digitais.
Charles também destacou o papel da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral (MPE) no enfrentamento dos conteúdos falsos, além da fiscalização entre as próprias campanhas. “Sempre que detectado algo nesse aspecto de fake news ou desinformação, deve ser levado à Justiça imediatamente. Esse é o maior desafio”, declarou. Na avaliação apresentada durante o programa, a resposta judicial é importante para tentar conter os efeitos da informação falsa depois que ela começa a circular.
O advogado ressaltou, porém, que a velocidade de propagação pode dificultar a reparação dos danos provocados pela desinformação. “Obviamente, há um prejuízo que não volta, mas a Justiça tem dado a resposta. Eu entendo que a Justiça Eleitoral vem na vanguarda realmente de evitar ou, pelo menos, indenizar, digamos assim, esse prejuízo”, afirmou. O assunto se mantém no centro da disputa eleitoral diante do alcance das redes sociais na formação do debate público.
Assista a entrevista de Charles ao programa Senso Crítico da FGTV e MRTV:






