O PSDB confirmou nesta quinta-feira (9) que o deputado federal e presidente nacional da legenda, Aécio Neves (MG), não disputará a Presidência da República nas eleições de 2026. Com a decisão, o partido também ficará sem candidato próprio ao Palácio do Planalto neste ano.

A informação foi confirmada pela direção nacional do PSDB após Aécio declarar, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na quarta-feira (8), que não pretende concorrer ao cargo. A sigla, no entanto, não informou os motivos que levaram o presidente tucano a desistir da candidatura.

A possibilidade de Aécio voltar à disputa presidencial ganhou força em maio, quando o Cidadania, partido que integra uma federação com o PSDB e o Solidariedade, lançou seu nome como pré-candidato ao Planalto.

A eventual candidatura também recebeu apoio do diretório paulista do PSDB e do ex-ministro Ciro Gomes, que, após desistir da corrida presidencial, lançou pré-candidatura ao Governo do Ceará pelo partido comandado por Aécio.

Com a confirmação da desistência, o PSDB não terá representante próprio na disputa pela Presidência da República em 2026.

Trajetória política

Aécio Neves iniciou sua carreira política ao atuar como assessor pessoal do avô, Tancredo Neves, durante o governo de Minas Gerais e na campanha presidencial de 1985.

Filiado ao PSDB, foi eleito deputado federal por Minas Gerais em quatro mandatos consecutivos a partir de 1986. Em 2001, durante seu quarto mandato, presidiu a Câmara dos Deputados.

Em 2002, foi eleito governador de Minas Gerais ainda no primeiro turno e repetiu o feito na reeleição, em 2006. Quatro anos depois, renunciou ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal, sendo eleito.

Aécio assumiu a presidência nacional do PSDB pela primeira vez em 2013 e, no ano seguinte, foi escolhido candidato do partido à Presidência da República, tendo o senador Aloysio Nunes como vice.

Na eleição de 2014, protagonizou uma das disputas presidenciais mais acirradas da história recente do país contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). Após avançar ao segundo turno, foi derrotado com 48,36% dos votos válidos, enquanto Dilma foi reeleita com 51,64%.

Desde então, Aécio permaneceu na vida pública exercendo mandato como deputado federal e ocupando a presidência nacional do PSDB, cargo que continuará exercendo mesmo fora da disputa presidencial deste ano.

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