O empresário Zé Carneiro deixou a presidência estadual do Partido Novo na Paraíba e passará a se dedicar exclusivamente às articulações políticas da legenda para as eleições de outubro. Com a mudança, o comando do diretório estadual passa a ser exercido por Pedro Régis, que ocupava a vice-presidência da sigla.
Segundo Zé Carneiro, a alteração faz parte de uma estratégia para fortalecer a presença do Novo no cenário eleitoral e ampliar o diálogo com outras forças políticas, especialmente no campo da direita. “O Novo quer ser um player importante, para que o eleitor considere, tenha ciência e, principalmente, tenha possibilidade de escolher o Novo. Por isso, temos feito esse grande esforço de trazer até aqui as nossas pré-candidaturas”, afirmou.
Entre as prioridades da legenda está a construção de uma aliança com o Partido Liberal (PL), que tem o senador Efraim Filho como pré-candidato ao Governo da Paraíba.
Em entrevista à Rádio CBN Paraíba, Carneiro destacou a relação entre as duas siglas e afirmou que o diálogo com o presidente estadual do PL acontece de forma direta. “Nosso diálogo com o presidente do PL, Efraim Filho, é muito franco, direto, aberto, sem interlocutores”, declarou.
O empresário também defendeu a união das legendas de direita como estratégia para as eleições deste ano. “Temos a certeza que a direita caminhando unida pode efetivamente mudar o cenário e fortalecer o desejo do eleitor paraibano. É por isso que fizemos essas movimentações, é por isso que nos colocamos sempre no diálogo, sem fechar portas e consolidando nossos esforços”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de integrar uma eventual composição majoritária ao lado de Efraim Filho, Zé Carneiro evitou confirmar qualquer negociação, mas afirmou que o Novo permanece aberto às conversas. “O Novo não fecha nenhuma porta, está pronto para fazer os movimentos necessários, consolidando o nosso esforço”, concluiu.
A mudança no comando estadual ocorre em meio às articulações para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026, período em que os partidos intensificam negociações em busca de alianças e composições eleitorais.
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