O ex-prefeito de Sousa e pré-candidato ao Senado, André Gadelha (MDB), comentou as divergências internas na família Gadelha em relação ao posicionamento político nas eleições estaduais deste ano. O cenário envolve, principalmente, o primo Leonardo Gadelha (Podemos), que deve seguir a orientação do partido e apoiar a base governista.
Durante entrevista, André reconheceu que há diferenças dentro do grupo familiar, mas afirmou que mantém diálogo na tentativa de construir unidade. “É uma família muito grande, com história, e é natural que existam divergências. Estamos conversando e buscando um entendimento”, disse.
Apesar do tom conciliador inicial, o pré-candidato subiu o tom ao tratar da possibilidade de aliados da família estarem em um palanque adversário em Sousa. Ele afirmou não compreender a eventual aproximação política com o ex-prefeito do município, citando questões pessoais e políticas como obstáculos para essa união.
André também destacou que segue alinhado ao projeto do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), reforçando sua permanência no mesmo campo político ao longo da carreira. “Estou há mais de 20 anos no MDB e nunca mudei de lado. Acredito em um projeto coletivo, não individual”, afirmou.
O emedebista ainda ressaltou que sua pré-candidatura ao Senado tem como foco dialogar diretamente com a população, minimizando, segundo ele, a importância de articulações apenas com lideranças políticas. “Estou buscando o povo, ouvindo as necessidades e defendendo soluções. O apoio das lideranças é questão de tempo”, concluiu.
A fala evidencia um cenário de tensão dentro da família Gadelha, ao mesmo tempo em que reforça o posicionamento político de André no grupo de oposição ao atual governo na disputa estadual.
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