Olímpio Rocha (PSOL), durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa - Foto: Clauber Bezerra.

Em entrevista ao portal Fonte83, o advogado e ex-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, Olímpio Rocha, afirmou nessa quarta-feira (7) que sua candidatura teria crescido durante o período eleitoral a ponto de provocar uma articulação de setores do grupo governista e da direção nacional do partido para impedir sua participação na disputa. Segundo Olímpio, trackings e pesquisas internas de adversários indicavam que sua candidatura poderia ganhar força e levar a eleição estadual para o segundo turno.

O ex-candidato acusou o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) e o governador Lucas Ribeiro (PP) de terem atuado pela retirada de seu nome do pleito, além de responsabilizar setores da direção nacional do PSOL por não terem revertido a decisão que inviabilizou sua candidatura. “Não tenho dúvida nenhuma que foi por isso que o staff governamental, liderado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro e pelo governador, pediu a nossa cabeça”, afirmou. As acusações foram feitas por Olímpio durante a entrevista e não foram acompanhadas, no material apresentado, de manifestação dos citados.

Olímpio também avaliou que a retirada de sua candidatura deixou o eleitorado paraibano com menos opções no primeiro turno. Na avaliação dele, parte dos eleitores que simpatizava com seu nome acabou optando por Lucas Ribeiro, especialmente pela associação do governador com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-candidato afirmou ter recebido mensagens de pessoas que lamentaram sua ausência das urnas e disseram ter votado no governador por considerarem estratégica a manutenção de uma candidatura alinhada ao presidente.

Ao comentar o posicionamento de setores do PT e de movimentos sociais de esquerda em favor de Lucas, Olímpio classificou como “falaciosa” a avaliação de que o apoio deveria ocorrer por causa da relação do governador com Lula. O ex-candidato afirmou ainda que pretende fazer oposição “à esquerda” ao governo estadual e manter sua atuação política em defesa da reeleição de Lula. “Da nossa parte, seguiremos na luta, na batalha fazendo oposição à esquerda ao governo de Lucas Ribeiro e lutando, neste momento, pela reeleição de Lula”, declarou.

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