O vereador e líder do prefeito na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Odon Bezerra (PSB), afirmou nesta quinta-feira (2) que o grupo político caminha para apoiar o governador João Azevêdo (PSB) na disputa pelo Senado Federal, ao mesmo tempo em que demonstrou cautela em relação ao nome de Diogo Cunha Lima, filho do ex-senador Cássio Cunha Lima, como possível vice na chapa encabeçada por Cícero Lucena (MDB). A declaração foi dada no dia em que o prefeito confirmou sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba, durante coletiva de imprensa realizada no bairro do Altiplano, encerrando a expectativa em torno de sua decisão.
Odon destacou que, apesar de ainda não haver definição oficial sobre a composição para o Senado, o nome de João Azevêdo tem forte peso dentro do grupo.“Eu também fiz uma promessa. Até agora, ainda não temos um candidato definido para a segunda vaga. E continuo no mesmo propósito. A política tem dessas coisas”, afirmou.
Ele foi além e deixou claro que não vê obstáculos em uma composição que inclua o atual governador. “Ninguém rejeita voto. Eu respeito muito o carinho que minha esposa tem pelo governador João Azevêdo, de quem foi e é auxiliar. Pode ser João e Veneziano. Não há problema nenhum, pelo carinho que tenho pelo governador”, disse.
O parlamentar ainda reforçou que, pessoalmente, o nome do governador é relevante nas articulações. “Mas política é grupo. Vamos dialogar com o grupo e tenho certeza de que o nome do governador João pesa muito para mim”, completou.
Ao comentar a formação da chapa majoritária, Odon reconheceu a força política do grupo Cunha Lima, mas evitou cravar apoio ao nome de Diogo como vice, sinalizando que a escolha ainda está em aberto. “Diogo representa o núcleo dos Cunha Lima. Não podemos desprezar, de forma nenhuma, o poder político do ex-governador Cássio Cunha Lima e de todo o seu grupo, Romero, Tovar, que sempre estiveram à frente dessas discussões. Campina Grande sabe da importância de um vice-governador”, pontuou.
Apesar disso, deixou claro que não há definição e que a decisão precisa ser mais ampla. “Não sei se será Diogo. Isso envolve toda uma conjuntura. O ideal é que seja um nome que agregue e tenha repercussão em todo o estado”, afirmou, indicando insatisfação e cautela com a possibilidade.
Odon ainda reforçou que a escolha do vice deve considerar o peso político de Campina Grande, mas sem imposições. “Como o próprio prefeito sempre diz, o nome deverá ser de Campina Grande, mas precisa ser construído dentro do grupo”, concluiu.
Nos bastidores, a expectativa é de que Cícero Lucena avance nas articulações nos próximos dias após confirmar sua pré-candidatura ao Governo do Estado.
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