O candidato a deputado federal e ex-bolsonarista Julian Lemos (PP) criticou, nesta quarta-feira (16), a postura de parte da categoria policial em relação ao trabalho desenvolvido por parlamentares na área da segurança pública. Lemos afirmou que investimentos realizados por ele durante seu mandato não teriam recebido reconhecimento de policiais por causa do alinhamento político e ideológico de parte da categoria com o bolsonarismo.
Julian afirmou que destinou recursos para a segurança pública e citou a aquisição de pistolas Glock e Beretta para as forças de segurança da Paraíba. Segundo ele, mesmo com a divulgação das ações, parte dos policiais teria tratado os investimentos como uma obrigação do parlamentar. “Eu fiz o maior investimento da história da segurança pública feito por um parlamentar. Nenhum policial deu a mínima a isso”, declarou. A destinação de recursos para a área já havia sido anunciada pelo então deputado em 2019, quando ele afirmou ter destinado R$ 16 milhões em emendas para diferentes órgãos de segurança.
Na entrevista, Lemos disse que o posicionamento político dos agentes teria mais peso do que as ações concretas realizadas na área. O candidato também criticou parlamentares que, segundo ele, recebem apoio da categoria por votarem alinhados ao bolsonarismo. “Você pode ser uma pessoa, eu posso dizer, com deficiência cognitiva, você pode ser um parlamentar medíocre, você pode ser um bajulador de um presidente, contanto que você vote nele”, afirmou em entrevista ao programa Se Liga Lagoa Seca, da MRTV.
O ex-deputado também reclamou de não ter recebido reconhecimento institucional da categoria, apesar do que considera ter sido uma contribuição significativa para a segurança pública. Segundo Lemos, policiais chegaram a afirmar que a aquisição dos equipamentos seria apenas uma obrigação de seu mandato. Ele ainda citou a entrega de pistolas Glock e Beretta e afirmou que os equipamentos substituíram armas mais antigas utilizadas pela corporação.
Ao falar diretamente aos policiais, Julian afirmou que o posicionamento político contrário a ele não deveria se sobrepor aos equipamentos adquiridos para as forças de segurança. “Você, policial, que não gosta de mim ou que gosta, ou que não gosta de quem quer que seja, essa pistola Glock ou Beretta que tá na sua cintura fui eu que dei”, declarou.



