A primeira-dama Janja da Silva repudiou nesta terça-feira (25) as declarações feitas pelo candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) durante o primeiro debate presidencial de 2026, realizado pela Band. Em nota, Janja classificou as falas como misóginas e afirmou que comentários sobre a convivência com a esposa de um adversário político não podem ser tratados como crítica política.

Durante o debate, Renan afirmou que o presidente Lula (PT) faria uso abusivo de álcool por precisar conviver com a própria esposa. “Ele está com Janja, melhor ficar bêbado nessas horas”, disse. Em outro momento, o candidato afirmou que Lula deveria ter participado do debate em vez de “ficar lá com aquela Janja” e acrescentou que o presidente teria “companhias melhores” no evento.

Na manifestação, Janja afirmou que as declarações representam uma tentativa de “deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher” como forma de atacar um adversário político. A primeira-dama também declarou que, segundo sua avaliação, as falas de Renan não são um episódio isolado e citou outras declarações atribuídas ao candidato para sustentar a existência de um padrão de desrespeito às mulheres. Após a repercussão, Renan rebateu a acusação durante sabatina na rádio TMC: “Mulheres não são desagradáveis. Ela é que é”. O candidato também afirmou que Janja interfere no governo de Lula sem ter sido eleita.

Renan ainda disse considerar Janja e Lula “pessoas desagradáveis” e afirmou que, caso o presidente tenha se incomodado com as declarações, deveria participar dos debates para respondê-las. Na nota, Janja defendeu que os debates eleitorais devem ser espaços para apresentação de propostas e confronto de ideias, e não para ataques pessoais contra mulheres que não participam diretamente da disputa presidencial.

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