O senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL), afirmou que a política vive um momento de escassez de pessoas que honram os compromissos assumidos. A declaração foi dada durante entrevista à imprensa no município de Pirpirituba, ao comentar o atual cenário político.
Questionado se a política atual tem mais ou menos homens de palavra e caráter, o parlamentar respondeu que essa característica tem se tornado cada vez mais rara e relembrou os ensinamentos recebidos do pai. “Tem sido mais escasso. Eu sou de um tempo em que acompanhei a geração do meu pai, em que a palavra dada, o fio do bigode e o compromisso eram tudo. Um homem sem palavra é pior que água de salsicha, não serve para nada”, afirmou.
Efraim defendeu que a credibilidade de um agente político está diretamente ligada ao cumprimento dos compromissos assumidos perante a população. “A palavra, quando é dada, é para ser cumprida. Eu tenho essa característica na minha vida pública. Não sou aquele de dar o ‘sim’ fácil, mas, na hora que eu dou, pode sair divulgando porque está dado aquele recurso, está feita aquela obra, aquela ação chega para transformar a vida das pessoas”, declarou.
O senador também criticou políticos que fazem promessas sem a intenção de cumpri-las e classificou esse comportamento como um dos principais problemas da atividade política. “A pior coisa na política é a enrolação. Você querer enrolar para se safar naquela hora e depois não poder manter a sua palavra”, disse.
Ao final, Efraim relacionou seu conhecido apelido político, “Foguete que não dá ré”, ao compromisso de manter a palavra empenhada. “Não é à toa que o meu nome de guerra é o ‘Foguete que não dá ré’. Foguete que não dá ré também é aquele que não volta atrás na palavra, que não volta atrás no compromisso e que o compromisso assumido é cumprido”, concluiu.



