O deputado estadual Eduardo Carneiro (PP) afirmou nesta quarta-feira (27) que considera natural a movimentação política do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos) em busca de apoios para a disputa ao Senado Federal nas eleições de outubro, inclusive entre lideranças ligadas à oposição.
A declaração foi dada em entrevista ao portal Fonte83, em meio às especulações sobre possíveis desgastes dentro da base governista após aproximações políticas de Nabor com setores que não apoiam a pré-candidatura do ex-governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB) ao Senado.
Para Eduardo Carneiro, o cenário eleitoral envolvendo duas vagas para o Senado favorece composições diferentes entre prefeitos, parlamentares e lideranças políticas. “São duas vagas para o Senado. Então, naturalmente, haverá situações em que alguém votará em João Azevêdo e em outro senador, ou em Nabor e em outro nome. Isso faz parte da construção política”, afirmou.
Apesar das articulações cruzadas, o parlamentar disse acreditar na força da composição governista para 2026. “Majoritariamente, a nossa chapa está construída para ser votada pelos prefeitos e pelas lideranças da Paraíba em João, Lucas e o outro nome da chapa. Essa é a configuração que está sendo trabalhada”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de essas movimentações afetarem a candidatura do governador Lucas Ribeiro à reeleição, Eduardo descartou qualquer impacto negativo dentro do grupo governista e afirmou que as maiores divergências estariam na oposição. “De maneira nenhuma. Eu acho que quem está comprometido hoje é a chapa da oposição”, disse.
Sem citar diretamente nomes da base adversária, Eduardo mencionou declarações recentes de aliados do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, apontando resistência ao nome de André Gadelha. “Vejo figuras muito próximas do candidato da oposição dizendo que não votam no outro componente da chapa. Isso, sim, demonstra conflito interno. Imagine se lideranças centrais da campanha não votarem no próprio companheiro de chapa”, afirmou.
Segundo Eduardo, a base governista mantém unidade em torno da composição majoritária. “A nossa chapa está coesa, unida e forte. Estamos construindo um cenário para vencer com Lucas, João e Nabor”, completou.
As declarações acontecem em meio ao avanço das articulações para formação da chapa governista que deverá ser encabeçada por Lucas Ribeiro nas eleições de outubro de 2026.
Além de João Azevêdo e Nabor Wanderley, outros nomes seguem sendo discutidos para as duas vagas ao Senado, cenário que tem provocado aproximações entre lideranças da base e da oposição.
Nos bastidores, prefeitos e parlamentares ligados ao grupo do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) passaram a admitir apoio a Nabor como segunda opção de voto para o Senado, ampliando as possibilidades de alianças cruzadas no estado.
Lucas Ribeiro assumiu o Governo da Paraíba no início de abril, após a renúncia de João Azevêdo para disputar uma vaga no Senado Federal. Filiado ao Progressistas (PP), Lucas tenta consolidar sua candidatura à reeleição enquanto a base governista intensifica negociações para a formação da chapa completa de 2026.



