Segundo Cicinho, tanto Nabor quanto João Azevêdo estão em campo consolidando espaços políticos dentro do grupo governista. “Nabor tá fazendo a parte dele. Nabor tá correndo, como o governador João Azevêdo também faz a parte dele, correndo atrás do seu voto. Então, cada um cuida de si. Lógico que é um grupo, temos que pensar em todo mundo”, afirmou.
Durante a entrevista ao portal Fonte83, o deputado também comentou o fato de prefeitos e aliados de diferentes correntes políticas estarem declarando apoio simultâneo a nomes distintos dentro da disputa ao Senado. Para ele, esse cenário faz parte da dinâmica política paraibana e não representa, necessariamente, enfraquecimento da chapa governista. “Se alguém chega pra ele e diz: ‘vou votar com você e no outro senador no segundo voto’, ele não vai dizer que não. Também ninguém diz que não. Voto se recebe”, declarou.
Nos bastidores da política paraibana, o nome de Nabor Wanderley tem ampliado presença em agendas e articulações com prefeitos, deputados e lideranças que também mantêm relação política com integrantes da oposição, especialmente aliados do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB).
Cicinho Lima também destacou a relação política e pessoal que mantém com Nabor Wanderley, ressaltando a experiência administrativa e a capacidade de articulação do aliado sertanejo. “Nabor é um cara que corre. Eu conheço Nabor de perto, somos conterrâneos. Sou parceiro lá na prefeitura de Patos, estamos juntos. Caminhar com o povo sempre é bom. E Nabor vai longe”, afirmou.
A declaração acontece em meio às movimentações para a formação da chapa governista que deve ser liderada pelo governador Lucas Ribeiro nas eleições de 4 de outubro.
Além de João Azevêdo e Nabor Wanderley, outros nomes também aparecem no tabuleiro político para as duas vagas ao Senado, cenário que tem provocado aproximações cruzadas entre lideranças da base governista e da oposição.
Nos últimos dias, prefeitos e parlamentares ligados ao grupo de Veneziano Vital do Rêgo passaram a admitir apoio a Nabor como segundo voto para o Senado, reforçando a estratégia de composição ampla que vem sendo construída nos bastidores da política estadual.




