A definição do nome que ocupará a vaga de vice-governador na eventual candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP) em 2026 deverá ser construída por meio de consenso entre os partidos que integram a base aliada. A avaliação foi feita pela senadora Daniella Ribeiro (PP–PB), durante a entrega do primeiro micro-ônibus do programa Antes Que Aconteça à Defensoria Pública da Paraíba (DPE).
Segundo a parlamentar, a discussão sobre a composição da chapa majoritária ainda não está no centro das articulações políticas e tende a ganhar força apenas após os festejos juninos. “Então, geralmente essa discussão fica… Eu sei que a gente tá perto do São João. Sei que Campina Grande antecipa o São João, começa logo no início do mês, mas essa discussão, ela geralmente, ela é levada logo após o São João”, afirmou.
Ao comentar o perfil desejado para a vaga, Daniella destacou que o futuro companheiro de chapa deve contribuir para o fortalecimento político do projeto liderado por Lucas Ribeiro. “Eu acredito que tem que ser alguém que venha para somar. Evidentemente, dar espaço a Lucas. Lucas pôde trabalhar, acompanhar de perto toda a gestão, fazer a parte dele como vice-governador. E a importância de você ter alguém que traga para a chapa mais peso no sentido de peso positivo”, declarou.
A senadora também ressaltou que a decisão não será concentrada em um único grupo político. “Eu não gostaria de dizer que a decisão é por gênero. A decisão, na realidade, tem que ser feita através da avaliação de todo o conjunto que compõe essa aliança para ver o nome que vem somar mais”, disse. Ela acrescentou que a escolha envolverá diálogo entre todos os partidos e lideranças que participam da construção da chapa governista.
Sobre a possibilidade de uma mulher ocupar a vaga, Daniella afirmou que o critério principal deve ser a capacidade política e administrativa do nome escolhido. “Eu, obviamente, torço por mulheres, mas, ao mesmo tempo, a gente tem que fazer a avaliação. A decisão não é unilateral, não é uma decisão de Lucas, de Daniella, de Aguinaldo. É uma decisão que envolve todos os parceiros”, pontuou.
Nos bastidores da política paraibana, alguns nomes já aparecem entre os possíveis cotados para a vice-governadoria. Entre eles estão o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), o deputado estadual Luciano Cartaxo (Republicanos), a ex-secretária de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense (PDT), e o vereador de João Pessoa Marcos Henriques (PT).
A movimentação ocorre em um cenário político alterado no fim de abril, quando Lucas Ribeiro assumiu o comando do Governo da Paraíba após a renúncia de João Azevêdo (PSB), que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. Com isso, Lucas passou da condição de vice-governador à de governador e poderá disputar a reeleição, considerando o período atual como seu primeiro mandato.
Natural de Campina Grande, Lucas Ribeiro iniciou a trajetória política como secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Posteriormente, foi vice-prefeito da cidade na gestão de Bruno Cunha Lima (União Brasil) e, em 2022, integrou a chapa vitoriosa de João Azevêdo ao Governo do Estado. Filho da senadora Daniella Ribeiro, neto do ex-prefeito Enivaldo Ribeiro (PP) e sobrinho do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), ele foi lançado no ano passado como pré-candidato ao Governo do Estado para a disputa eleitoral de 4 de outubro.






