O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (10) que não descarta a possibilidade de compor como vice uma eventual chapa encabeçada pelo governador Lucas Ribeiro (PP) nas eleições de 2026. Durante entrevista à imprensa, o parlamentar também colocou o nome do deputado federal Raniery Paulino (Republicanos) entre as alternativas para a vaga, defendendo que a escolha seja construída por consenso dentro da base governista.
Na oportunidade, Galdino disse que qualquer discussão sobre a vaga ainda depende de conversas internas entre os partidos que integram a base governista. Segundo ele, o tema deverá ganhar força nos próximos meses, quando as lideranças aliadas começarem a discutir a formação da chapa majoritária.
“Quanto a essa questão de vice, não existe nenhuma conversa sobre esse tema na base do governo. Acredito eu que a partir de julho o governador vai chamar os partidos da base e vai conversar, e lá vai se debater qual é o melhor vice ou a melhor vice para fortalecer a chapa de Lucas”, afirmou.
Ao comentar a possibilidade de seu próprio nome ser lembrado para a função, o presidente da ALPB evitou antecipar uma posição definitiva. “Eu não vou dizer a você que eu não estou à disposição, nem que eu me nego ou aceito. Eu quero ouvir, quero compreender, quero saber qual é o papel do vice num eventual governo Lucas”, declarou.
Galdino também ampliou a discussão ao citar o deputado federal Raniery Paulino como uma alternativa viável para a composição da chapa. O parlamentar destacou a trajetória política do aliado e a influência da família Paulino na região do Brejo paraibano. “Claro! Raniery é meu amigo, companheiro, tenho muito carinho por ele e é um grande vice também. Tem qualificações de sobra, uma pessoa… o pai já foi governador, uma família tradicional. Pode ser também!”, disse.
Apesar das especulações em torno dos nomes, Adriano reforçou que a prioridade deve ser a unidade do grupo político. Para ele, a definição do vice precisa atender ao projeto coletivo da base aliada, independentemente de quem venha a ser escolhido.
“O importante não é o nome não, o importante é o grupo estar unido. Tanto faz ser Adriano, como ser uma mulher, como ser um outro companheiro. Qualquer que seja o escolhido terá o nosso apoio e nós vamos marchar juntos para vencer essas eleições na Paraíba”, concluiu.
Nos bastidores da política paraibana, a escolha do candidato a vice-governador é considerada uma das principais peças da engenharia eleitoral para este ano. A definição envolve interesses partidários, equilíbrio regional e a manutenção da unidade da base de apoio do governo, fatores que devem intensificar as articulações nos próximos meses.



