Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil.

Às vésperas da eleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de cerca de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo pago por família sobe de R$ 600 para R$ 691.

O benefício médio também será elevado, passando dos atuais R$ 675 para R$ 777. Segundo o Ministério do Planejamento, os novos valores começam a valer em outubro, com pagamentos previstos a partir do dia 19, entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais, caso haja segunda votação.

De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas despesas deste ano. Para 2027, o aumento dos gastos está estimado em R$ 22 bilhões, elevando de R$ 157,1 bilhões para aproximadamente R$ 179 bilhões a previsão destinada ao programa.

O Bolsa Família não recebia reajuste desde seu relançamento, em março de 2023, primeiro ano do atual mandato de Lula. Segundo a equipe econômica, a atualização representa a reposição da inflação acumulada desde o início do governo até agosto deste ano. Em agosto, o programa alcançou cerca de 19,3 milhões de famílias.

Para receber o benefício, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218, além da inscrição e atualização do Cadastro Único e do cumprimento das exigências nas áreas de saúde e educação. O programa mantém ainda adicionais de R$ 150 por criança de até seis anos e de R$ 50 para gestantes, jovens de 7 a 18 anos incompletos e bebês de até seis meses; os novos valores desses complementos ainda não foram detalhados pelo governo.

Compartilhe esse conteúdo: