Eleito senador pela Paraíba com uma votação histórica, João Azevêdo (PSB) afirmou nesta segunda-feira (5) que pretende manter uma relação de diálogo com os demais integrantes da bancada paraibana, independentemente das diferenças ideológicas. A declaração ocorreu um dia após o ex-governador conquistar mais de 1,3 milhão de votos e ficar em primeiro lugar na disputa.
João revelou que recebeu, após o resultado das urnas, uma ligação do deputado federal reeleito Cabo Gilberto Silva (PL), representante da direita paraibana e também dono de uma votação recorde para a Câmara Federal. Segundo o senador eleito, os dois se cumprimentaram pela performance eleitoral, em um gesto que, para ele, demonstra a possibilidade de convivência política mesmo entre adversários.
“Eu não tenho nenhum problema para me relacionar com pessoas que pensam diferente de mim. Eu sou um democrata e, sendo assim, eu sento na mesa e discuto argumentos. E posso discutir argumentos com quem quer que seja”, afirmou João ao programa CBN João Pessoa, da rádio CBN Paraíba, ao defender que o diálogo deve prevalecer na atuação política. Ele também citou a relação que mantém com os senadores Efraim Filho (PL) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que continuarão representando a Paraíba no Senado Federal.
O ex-governador disse ainda que pretende separar as relações pessoais das divergências políticas e trabalhar em conjunto quando houver convergência em torno de interesses da população. “Aquilo que tiver acima dos interesses partidários e estiver na direção daquilo que interessar à população, nós vamos estar juntos, não tem problema nenhum”, declarou. Ao mesmo tempo, deixou claro que manterá posição própria em temas que contrariem seus valores.
Sobre o resultado das urnas, João admitiu ter sido surpreendido pela quantidade de votos e atribuiu a vitória ao modelo de gestão que, segundo ele, foi apresentado aos paraibanos. Com 1.391.766 votos contabilizados às 22h15 de domingo, ele superou a marca de Cássio Cunha Lima, eleito senador em 2010 com 1.004.183 votos. “A população sabe o que é a política de entrega, que é feita para resolver problemas e para efetivamente entregar”, afirmou. A posse no Senado está prevista para 1º de fevereiro.




