O senador Efraim Filho (PL-PB) defendeu, nesta terça-feira (3), que o combate às facções criminosas seja o principal eixo da PEC da Segurança Pública, em discussão no Senado Federal. Ao comentar a proposta, o parlamentar chamou atenção para o domínio territorial de organizações criminosas em bairros de João Pessoa e de outros municípios paraibanos, onde comerciantes estariam sendo obrigados a pagar taxas para manter seus estabelecimentos funcionando.
Em entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio FM, Efraim afirmou que a atuação das facções ultrapassa a disputa pelo tráfico de drogas e interfere diretamente na rotina das comunidades. “Isso não é segurança, isso é trégua, e trégua com crime organizado não pode acontecer”, declarou.
O senador citou a situação de comerciantes submetidos às cobranças impostas por grupos criminosos. “É um tema do domínio territorial de bairros, e acontece em João Pessoa, a gente conhece, a realidade acontece em outras cidades da Paraíba”, afirmou. Para ele, a PEC precisa estabelecer como prioridade uma reação efetiva do Estado contra essas organizações.
A votação da proposta também representa um teste para o governo Lula no Congresso, que busca aprovar o texto em dois turnos. A oposição bolsonarista articula resistência à matéria e tenta incluir no debate mudanças na maioridade penal, com redução para 16 anos em determinados casos e 14 anos para crimes hediondos.
Além da segurança pública, a votação ocorre em meio às articulações pela presidência do Senado em 2027. Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) busca a reeleição, enquanto o Partido Liberal (PL) prepara a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN). A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também é apontada como possível candidata. O resultado da PEC poderá sinalizar a capacidade de articulação do governo e a força dos grupos políticos na Casa.
Ouça a entrevista de Efraim Filho:




