Capitã Rebeca, secretária executiva de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa (Semusb).

A capitã Rebeca concedeu entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, desta sexta-feira (9), na FM 100.5, aos apresentadores Fabiano Gomes, Jaceline Marques e Dayana Lucas, e falou pela primeira vez após a polêmica envolvendo a portaria da Secretaria de Segurança Urbana que retirou dela a atribuição de coordenar e fiscalizar as operações da Guarda Civil Metropolitana. Visivelmente abalada, Rebeca disse que se sentiu desmoralizada com a forma como tudo ocorreu.

Segundo a capitã, ela só tomou conhecimento da decisão pela imprensa e negou ter sido avisada previamente pelo secretário João Almeida. “Amiga, eu fiquei tão surpresa quanto as pessoas. Desde março do ano passado eu estou na secretaria desempenhando esse trabalho, e não é uma missão simples. A gente trabalha com segurança, com situações dentro e fora da secretaria, e nunca houve nenhum problema nesse sentido”, afirmou.

Rebeca contou que, ao ver a publicação da portaria, ligou imediatamente para o prefeito Cícero Lucena, que também teria sido pego de surpresa. “Quando eu vi aquilo publicado, fiquei muito aperriada e liguei para o prefeito. Ele me disse que não estava nem sabendo do que se tratava, que isso não era momento para publicar uma portaria dessa natureza”, relatou, acrescentando que Cícero só tomou conhecimento do caso horas depois, ao acordar de madrugada.

Durante a entrevista, a capitã destacou que sempre atuou respeitando a legislação e que nunca exerceu cargo de comando dentro da Guarda, mas sim a função de secretária executiva. “A Lei 13.022 é clara: eu não posso ser comandante nem assumir diretoria da Guarda. E eu nunca estive nessas funções. Eu atuava como secretária executiva, articulando e acompanhando as ações, em diálogo com os coordenadores e com as guarnições”, explicou.

Rebeca também rebateu a justificativa de que a portaria teria sido motivada por questões de legalidade. Para ela, o argumento não se sustenta. “Isso não convenceu ninguém. Nem a mim, nem a ele. Se fosse tanto por legalidade, outras situações dentro da própria estrutura da Guarda também precisariam ser revistas. O que eu fazia era dar visibilidade ao trabalho da Guarda, porque gestor nenhum valoriza uma força de segurança se ela não aparece para a sociedade”, declarou.

Ao final, a capitã disse que aguarda uma conversa direta com o prefeito para esclarecer o episódio e definir os próximos passos. “O meu mestre hoje é o prefeito Cícero Lucena. Ele não sabia de nada disso. Eu estou aguardando essa conversa com ele para que tudo seja esclarecido”, concluiu.

Assista à reportagem completa no vídeo abaixo.

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