A candidata a deputada federal Capitã Rebeca (Republicanos) afirmou que deixou o comando da Secretaria de Segurança Urbana de João Pessoa por não aceitar, segundo ela, episódios de desrespeito praticados pelo secretário que assumiu a pasta posteriormente. A declaração foi dada nesta quinta-feira (24), durante entrevista ao programa Senso Crítico, da FGTV.
Rebeca disse que deixou a secretaria com orgulho do trabalho realizado durante o período em que esteve à frente da pasta e afirmou que não mudaria nenhuma das decisões tomadas na gestão. Segundo ela, ao assumir a função, fez um levantamento da estrutura da secretaria e identificou problemas relacionados às condições de trabalho dos agentes da Guarda Civil Metropolitana de João Pessoa.
Entre as medidas que citou, a pré-candidata mencionou a busca por melhorias no fardamento e na estrutura de proteção dos agentes que atuavam nas equipes de motocicletas. Rebeca afirmou que os guardas estavam há anos sem receber determinados equipamentos de proteção individual (EPIs) e que sua equipe chegou a tentar aproveitar uma licitação aberta pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para viabilizar a aquisição de equipamentos. Segundo ela, a compra não chegou a ser efetivada.
Ao explicar sua saída, Rebeca afirmou que a decisão não ocorreu por falta de trabalho ou por vontade de deixar a secretaria, mas por uma situação que classificou como “falta de respeito” por parte do novo titular da pasta. “Eu saí de lá porque eu não aceito desrespeito com a minha pessoa, eu não aceito desrespeito no espaço que eu estava ocupando, que era o espaço de uma mulher”, declarou.
A pré-candidata também afirmou que a Guarda Civil Metropolitana possui potencial para ampliar sua atuação na segurança pública da Capital, mas defendeu que a Prefeitura de João Pessoa ofereça melhores condições de trabalho aos agentes. “A Guarda tem um potencial gigante, tem homens e mulheres honrados, dignos de vestir a farda, que querem trabalhar, mas para isso precisa que a prefeitura dê as condições”, afirmou.



