Foto: Reprodução.
Durante o programa Senso Crítico da FGTV, nesta terça-feira (8), apresentado pelo jornalista Klauber Beserra, foi debatido o tumulto registrado durante a sessão extraordinária da Câmara Municipal de Bayeux, realizada no feriado de 7 de Setembro. O jornalista Edney Oliveira participou da discussão e destacou a convocação da sessão para a votação de cinco projetos encaminhados pela Prefeitura. A reunião terminou sem a apreciação das matérias após bate-boca, protestos e intervenção das forças de segurança.
Edney Oliveira classificou como legítima a tentativa da oposição de obstruir a pauta, mas criticou a dimensão do conflito dentro e fora do plenário. “A oposição tem todo o direito, porque isso faz parte do jogo, é uma manobra legislativa”, afirmou. Segundo ele, o episódio ganhou outra proporção com o acionamento da Polícia Militar, da Guarda Municipal e do SAMU. “O que aconteceu lá em Bayeux não há outro adjetivo para classificar senão vergonha”, declarou.

A presidente da Câmara, vereadora Jays de Nita, afirmou, em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, que pretende identificar e punir os vereadores envolvidos no tumulto. Segundo ela, houve discussões, uso de spray de pimenta e necessidade de intervenção policial. As vereadoras França e Eloah também foram atendidas pelo SAMU durante a confusão, e Jays questionou o episódio envolvendo Eloah, afirmando que a parlamentar teria recusado atendimento após a chegada da equipe.

Klauber Beserra também questionou a convocação de uma sessão extraordinária em pleno feriado nacional e chamou atenção para o uso do serviço de emergência durante o episódio. “Chamar o SAMU sem ser necessário, aí foi a gota d’água”, afirmou. Edney, por sua vez, ressaltou que, diante da confusão, os cinco projetos não chegaram a ser apreciados: “Não houve condição de votação, as pautas não foram apreciadas”, destacou.

Outro ponto de tensão foi a situação da vereadora Rosiene Sarinho, que recebeu autorização judicial para retornar ao mandato, mas compareceu à Câmara sem reassumir a cadeira. Manifestantes cobraram a recondução da parlamentar, enquanto o suplente Gabriel Silva permaneceu no exercício do mandato. O episódio ampliou o clima de confronto e terminou com a intervenção da Polícia Militar, deixando a sessão do feriado marcada pela disputa política e pela suspensão da votação das matérias.

Assista ao programa Senso Crítico da FGTV:

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