Vereador de João Pessoa, Eder Jampa (PL) - Foto: Reprodução / Instagram.

O vereador Éder da Jampa (PL) comentou, nesta terça-feira (26), o bate-boca protagonizado com o vereador Guga Pet (PP) durante sessão da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). Em entrevista ao portal Fonte83, o parlamentar classificou como “desespero” a postura adotada por Guga Pet ao relacionar a vaquejada à prática de maus-tratos contra animais.

Segundo Éder da Jampa, o discurso do colega de plenário teria sido motivado pelo receio de perder espaço dentro da pauta da causa animal, tema que ambos defendem publicamente. “Se ele estiver com esse medo, é um medo infantil. A causa animal é de todos nós. O pequeno trabalho que venho fazendo não deveria incomodar ninguém. Talvez o desespero dele tenha sido justamente querer me atingir usando a vaquejada”, afirmou.

O parlamentar também reagiu às críticas feitas durante o debate no plenário e afirmou que a defesa da vaquejada não pode ser tratada como oposição à proteção animal. “Quando ele atinge a vaquejada, não atinge apenas Éder da Jampa. Atinge milhares de pessoas que vivem desse esporte, que amam e praticam essa cultura. Não existe isso de dizer que a vaquejada é matança”, declarou.

Médico veterinário por formação, Eder afirmou que também atua em ações de resgate de animais em situação de abandono e reforçou que sua atuação política inclui pautas ligadas à proteção animal. “Faço resgates, cuido dos animais e procuro encaminhá-los para adoção. A causa animal é muito maior do que disputa política. Essa causa não tem dono”, disse.

Durante a entrevista ao portal Fonte83, o vereador defendeu a legalidade da vaquejada e lembrou que a prática já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como manifestação cultural. “A vaquejada é constitucional e reconhecida como patrimônio cultural. Isso passou por debates, pesquisas e análises. É uma atividade que gera emprego, renda e movimenta a economia de muitas famílias”, afirmou.

Éder da Jampa também rebateu declarações feitas por Guga Pet durante a sessão e afirmou que não pretende recuar diante das discussões envolvendo o tema. “Ele falou que eu era suplente e que daqui a pouco não estaria mais na Casa. Mas vou aproveitar cada dia do mandato para trabalhar e representar os 2.540 votos que recebi. Não vou me calar”, declarou.

A repercussão ocorre após a sessão desta terça-feira na Câmara Municipal, quando Guga Pet discursou em defesa da causa animal e voltou a declarar posição contrária à realização de vaquejadas na Paraíba. “Somos contra a vaquejada porque vemos maus-tratos. Como ativista e vereador, não vou esconder aquilo que considero real”, afirmou Guga Pet na tribuna.

A fala gerou reação imediata de parlamentares ligados à defesa da prática esportiva e elevou o tom no plenário. O clima ficou tenso a ponto de o presidente em exercício da sessão, Odon Bezerra (PSB), precisar intervir para pedir respeito entre os vereadores.

O episódio ampliou o embate político na Câmara de João Pessoa entre parlamentares ligados à pauta animal e defensores da vaquejada, tema que frequentemente provoca debates acalorados no cenário político paraibano.

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