Sessão na Câmara de João Pessoa tem clima tenso após discussão entre Guga Pet e Eder da Jampa - Foto: Reprodução / Olenildo Nascimento.

Um debate sobre a realização de vaquejadas provocou um bate-boca entre os vereadores Guga Pet (PP) e Eder da Jampa (PL) durante a sessão desta terça-feira (26), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). A discussão começou após um discurso de Guga Pet em defesa da causa animal e contra a prática das vaquejadas, elevando o tom no plenário e exigindo intervenção da presidência da Casa Napoleão Laureano.

Durante pronunciamento na tribuna, Guga Pet cobrou fiscalização contra a venda ilegal de “chumbinho” em João Pessoa e em outras cidades da Paraíba. O vereador citou o caso registrado no município de Teixeira, onde dezenas de animais foram mortos por envenenamento. “A gente tem visto de forma ilegal essa venda de chumbinho. Em Teixeira houve uma chacina de mais de 63 animais envenenados. Vamos reunir Ministério Público, delegados, ativistas e protetores para pedir justiça”, afirmou.

O parlamentar também criticou a ausência de políticas públicas voltadas à proteção animal e defendeu ações como castração e assistência veterinária.

O clima esquentou quando Guga Pet voltou a declarar posição contrária às vaquejadas e associou os eventos à prática de maus-tratos contra animais. “Somos contra a vaquejada porque vemos maus-tratos. Como ativista e vereador, não vou esconder aquilo que considero real. Defendo a causa animal e sou contra a vaquejada”, declarou.

Após a fala, parlamentares iniciaram discussões paralelas no plenário, incluindo o vereador Eder da Jampa, gerando troca de provocações e interrupções durante a sessão.

Na sequência, o vereador Fábio Lopes, do PL, pediu silêncio para conseguir iniciar o pronunciamento na tribuna. “Peço ordem na Casa para a minha fala, por gentileza”, afirmou.

Diante da tensão, o presidente em exercício da sessão, Odon Bezerra (PSB), precisou intervir para tentar conter os ânimos entre os parlamentares. “Eu sei que os ânimos ficaram calorosos, mas é preciso respeito ao plenário. Se tiverem discussões, que sejam feitas da tribuna e não paralelamente, porque isso atrapalha o colega que está falando”, declarou.

O episódio movimentou os bastidores da Câmara Municipal de João Pessoa e expôs novamente o embate entre parlamentares ligados à defesa da causa animal e setores políticos que apoiam a realização de vaquejadas na Paraíba.

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