O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado estadual Sargento Neto (PL), defendeu nesta quarta-feira (13) uma apuração rigorosa das denúncias envolvendo supostos desvios no programa estadual “Tá na Mesa”. As declarações foram dadas à imprensa antes da sessão da ALPB, após o avanço das investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB).
Durante a entrevista ao Portal Fonte83, o parlamentar afirmou acompanhar de perto o caso e cobrou esclarecimentos dos investigados, entre eles ex-secretários ligados ao Governo do Estado. “Apuração rigorosa. Eu tenho acompanhado de perto e tenho visto que o Ministério Público tem feito o seu trabalho. São dois ex-secretários que precisam também se pronunciar”, declarou.
O deputado também questionou inconsistências apontadas nas investigações sobre a quantidade de refeições distribuídas pelo programa social. “Imagina só: você ter mais de quatro mil pratos oferecidos à população paraibana e chegar aí pouco mais de mil e quinhentos pratos nesse programa ‘Tá na Mesa’. E para onde foram os outros pratos? Quem comeu essa comida? A população paraibana é que não foi”, afirmou.
Sargento Neto ainda defendeu responsabilização caso as irregularidades sejam comprovadas. “Então, nós precisamos apurar rigorosamente essa denúncia. Uma denúncia gravíssima. E aí pode ter certeza que os culpados serão punidos e a gente vai estar cobrando aqui também na Assembleia”, completou.
A nova denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba integra os desdobramentos da Operação Indignus, que investiga desvios de recursos e irregularidades envolvendo o Hospital Padre Zé e entidades vinculadas à instituição, em João Pessoa.
Desta vez, a investigação se concentra em possíveis irregularidades na contratação de empresas responsáveis pela distribuição de refeições em municípios paraibanos por meio do programa “Prato Cheio”, executado pela Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado.
Segundo o Gaeco, a denúncia tem como alvos dois ex-secretários estaduais, ex-diretores do Hospital Padre Zé, um servidor público e um empresário suspeitos de participação no esquema investigado.



