O deputado estadual Bosco Carneiro (Republicanos) confirmou que colocou o nome à disposição para disputar a vaga aberta no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) e revelou que já há articulação em curso dentro da Assembleia Legislativa para viabilizar a indicação.
Segundo o parlamentar, o primeiro passo é conquistar o apoio formal dos colegas deputados por meio de subscrições, etapa necessária para que o nome avance no processo interno da Casa. “Tô colocando meu nome na disposição dos colegas deputados para, se for da vontade primeiramente de Deus, né? E deles, assim eu conseguir a subscrição”, declarou.
A escolha do novo conselheiro do TCE passa pela Assembleia Legislativa da Paraíba, responsável pela indicação. Nos bastidores, a movimentação já começou, com conversas entre parlamentares e articulações em torno de possíveis candidaturas.
Bosco afirmou que está dialogando com os deputados e destacou que a decisão final dependerá da construção coletiva dentro do Legislativo estadual. A disputa pela vaga costuma mobilizar intensamente o meio político, já que o cargo é vitalício e possui forte influência na fiscalização das contas públicas do Estado e dos municípios paraibanos.
A vaga será aberta com a saída do conselheiro Nominando Diniz, que confirmou a antecipação da aposentadoria e deverá deixar o cargo até o início do próximo mês. A confirmação já intensificou as articulações políticas em torno da sucessão.
Mesmo antes da formalização da vacância, deputados estaduais começaram a se movimentar em apoio ao nome do secretário Deusdete Queiroga (PSB), atual titular da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Estado.
A existência de uma lista com assinaturas favoráveis ao secretário foi revelada pelo deputado Hervázio Bezerra (PSB), apesar da crítica à antecipação do movimento, Hervázio declarou não ter resistência ao nome de Deusdete.
A indicação do secretário é atribuída ao governador João Azevêdo (PSB), que teria interesse em encaminhar a definição antes de deixar o Governo, previsto para abril.
Com a aposentadoria confirmada, a escolha do novo conselheiro deverá passar pela Assembleia Legislativa, em um processo que tradicionalmente envolve forte articulação política e disputa por apoios entre os parlamentares.