A defesa do vereador de Santa Rita, Wagner Lucindo de Souza (PSD), conhecido como Wagner de Bebé, afirmou que vai atuar para reverter a nova ordem de prisão que impede a soltura imediata do parlamentar, mesmo após a revogação da prisão preventiva pela Justiça da Paraíba.
Em declaração nesta quinta-feira (12), o advogado destacou que a decisão da juíza Vanessa Andrade Dantas Liberalino da Nóbrega, da 1ª Vara Mista de Santa Rita, foi “tecnicamente acertada, razoável e coerente com a realidade dos atos”. A magistrada revogou a prisão preventiva do vereador nesta quarta-feira (11), substituindo-a por medidas cautelares.
Apesar da revogação, o parlamentar não será colocado em liberdade neste momento. Segundo a defesa, há outra ordem de prisão em vigor.
“A defesa de Wagner Lucindo Souza registra a relevante decisão judicial que revogou a prisão cautelar do vereador. (…) Informo que o vereador não será posto em liberdade de imediato, uma vez que existe outra ordem de prisão em seu desfavor. Ordem essa que é desnecessária, desarrazoável e desproporcional. E a defesa irá provar com a força do argumento, o excesso”, afirmou o advogado.
O defensor também reiterou que seguirá atuando para garantir a liberdade do vereador. “Reiteramos o compromisso com a Justiça e não arredaremos um milímetro em favor da liberdade”, acrescentou.
Entenda o caso
Wagner de Bebé foi preso em flagrante no dia 16 de outubro de 2025, após a apreensão de armas de fogo e munições em seu veículo. A prisão foi convertida em preventiva sob a justificativa de possível ligação com a investigação de um homicídio.
No entanto, após a conclusão do laudo de confronto balístico, foi descartada qualquer relação entre as armas apreendidas e o crime investigado. Com isso, o Ministério Público apresentou denúncia apenas pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
Ao reavaliar o caso, a magistrada entendeu que não estavam mais presentes os requisitos que justificavam a prisão preventiva, determinando sua revogação. Ainda assim, impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de frequentar bares e locais com consumo de bebidas alcoólicas, além de recolhimento domiciliar noturno, das 21h às 6h, e integral aos fins de semana e feriados.
Agora, a defesa concentra esforços na revogação da nova ordem de prisão, que classifica como excessiva.
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