Deputado estadual André Gadelha (MDB), pré-candidato ao Senado Federal. (Foto: Larisse Monteiro).

O deputado estadual André Gadelha (MDB), pré-candidato ao Senado Federal, afirmou que o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), estaria sendo atraído por promessas que dificilmente serão cumpridas no curto prazo. Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, nesta quinta-feira (2), o parlamentar comentou os movimentos políticos de Hugo Motta (Republicanos) e do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), que tentam conquistar o apoio de Leo e seu segundo voto para a disputa ao Senado.

Segundo André, Leo tem potencial para se consolidar como uma das principais lideranças políticas da Paraíba ao permanecer alinhado ao projeto liderado por Cícero Lucena e Veneziano Vital do Rêgo, utilizando a experiência administrativa da Capital como vitrine para o futuro. “Leo tem como sair gigante nessa eleição. Ele pode chegar em qualquer cidade da Paraíba dizendo que ajudou a construir uma gestão que deu certo em João Pessoa e que quer ampliar esse modelo para o estado”, declarou.

Ao comentar os bastidores de uma possível aproximação entre Leo e o grupo de Hugo Motta, André foi direto e classificou as promessas de recursos para a Prefeitura de João Pessoa como um “canto da sereia”. “Quem quer acreditar nesse conto da sereia, acredita. Podem dizer que vão mandar R$ 100 milhões, R$ 200 milhões, mas isso não resolve a vida de ninguém em 90 dias. É humanamente impossível. Os compromissos são enormes e esse dinheiro não aparece da noite para o dia”, disparou.

Questionado se Leo estaria sendo enganado pelas articulações em torno de Hugo Motta e Nabor Wanderley, André respondeu sem hesitar. “Eu acho que sim. Ele pode se encantar com a promessa de grandes recursos e achar que tudo vai acontecer rapidamente. Mas o prejuízo pode ser maior depois. No segundo turno, quem estará pedindo votos para Cícero ser governador somos nós. Do outro lado estarão os adversários. A pergunta é: uma promessa de emenda vai neutralizar alguém que vai fazer campanha contra o projeto de Cícero? Isso não existe”, concluiu.

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