Durante participação no programa Ô Paraíba Boa, da FM 100,5, nesta terça-feira (27), o advogado eleitoral Jonathan Pontes explicou os detalhes da decisão que determinou a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, ao contrário do que vem sendo comentado, a iniciativa partiu de um delegado da Polícia Federal, responsável pela investigação, e não de uma decisão espontânea do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não foi o Alexandre de Moraes que pediu o passaporte do Flávio Bolsonaro”, afirmou Jonathan, ao esclarecer que o ministro determinou a medida após receber uma solicitação da Polícia Federal. O advogado explicou ainda a diferença entre inquérito e processo judicial, destacando que a investigação policial é uma etapa anterior à eventual apresentação de uma ação penal.
De acordo com a explicação apresentada no programa, o delegado teria apontado risco de fuga do senador e solicitado a apreensão dos documentos para impedir uma possível saída do país durante as investigações. Jonathan também mencionou que o inquérito envolve questões relacionadas ao empresário e advogado Willer Tomaz e outros pontos que, segundo ele, ainda estão sob apuração.
Ao avaliar a atuação do ministro, o advogado reconheceu que Alexandre de Moraes tem decisões controversas, mas considerou que, nesse caso específico, ele atendeu a uma solicitação formal da Polícia Federal. “Ele não agiu de forma contrária à lei. Pelo contrário, ele atendeu à solicitação da Polícia Federal”, declarou Jonathan, ao contestar a interpretação de que a medida teria sido tomada por iniciativa pessoal do magistrado.




