O presidente do Sindicompetro-PB, Emerson Galdino, afirmou que ainda não há definição sobre a adesão dos caminhoneiros da Paraíba e dos demais estados do Nordeste à paralisação nacional convocada para esta segunda-feira (13). Segundo ele, até o momento, o movimento está restrito aos transportadores autônomos e a categoria aguarda um posicionamento da federação regional.
“Em relação a essa possível greve, o movimento tem como principal foco os motoristas autônomos. Como representamos o segmento laboral, estamos aguardando um posicionamento das confederações e dos representantes nacionais para alinhar as ações. Não podemos deixar que as decisões sejam tomadas de forma isolada. Precisamos desse diálogo para definir os próximos passos. Até o momento, não há uma definição concreta sobre a adesão dos representantes do segmento laboral no Nordeste a essa possível paralisação”, afirmou.
O presidente do Sindicompetro-PB, explicou que a mobilização tem como principal foco os motoristas autônomos, enquanto o segmento laboral aguarda orientações das representações nacionais. “Nossa pauta é diferente da dos autônomos, mas estamos à disposição para apoiar e dar todo o suporte necessário. Uma greve dessa dimensão, em nível nacional, exige organização e alinhamento. Não pode ser realizada de qualquer forma. É justamente essa articulação que ainda está faltando para que o movimento ganhe musculatura. Agora, vamos aguardar os próximos desdobramentos”, declarou Emerson Galdino ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98FM.
A mobilização foi anunciada pelo presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, que convocou uma paralisação nos portos de todo o país a partir da meia-noite desta segunda-feira. O objetivo é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a colocar em votação a Medida Provisória (MP) nº 1.343 antes que ela perca a validade, na próxima quinta-feira (16).
Editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, a MP altera as regras do piso mínimo do frete, reforça os mecanismos de fiscalização do transporte rodoviário de cargas e cria um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do setor. O texto também prevê mudanças na forma de cálculo do frete, considerando despesas como combustível, manutenção e seguros.
A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado Federal, com previsão de votação nesta terça-feira (14). Durante a tramitação, os deputados incluíram um dispositivo que concede perdão a multas aplicadas a caminhoneiros e transportadores pelos bloqueios de rodovias registrados após as eleições de 2022.
Caso a medida provisória não seja apreciada até o prazo final, ela perderá a validade. Diante desse cenário, lideranças da categoria intensificam a mobilização nacional, enquanto nos estados, como a Paraíba, o setor ainda aguarda uma definição sobre eventual participação no movimento.



