O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcus Vinícius Neves, informou nesta segunda-feira (1º), que o Governo da Paraíba está finalizando o estudo de viabilidade para a construção de uma nova adutora destinada a reforçar o abastecimento de água em Patos e cidades do entorno. O projeto, segundo ele, já passou por ajustes técnicos e será apresentado ao governador João Azevêdo (PSB) nos próximos dias.
A proposta surge após a necessidade de racionamento na cidade, que passou a operar com dois dias sem água a cada sete. O motivo, explica Marcus, é a queda acelerada no volume da Barragem da Farinha. “O Farinha está cada vez secando mais rápido. Não tem mais aquelas recargas que se tinham. […] Eu não posso deixar Patos assim, Patos e seu entorno. Uma cidade cuja que tá recebendo uma série de investimentos do governo do Estado, do Governo Federal em termos de saúde, que já é um polo de educação, já é um polo regional”, afirmou.
De acordo com Marcus Vinícius, a solução mais segura é trazer água do sistema Coremas/Mãe d’Água. Ele ressaltou que o reservatório possui duas vertentes de alimentação e que a captação pode ser realizada sem prejudicar o manancial. “A gente consegue fazer essa captação sem prejuízo, independentemente da chegada de mais água do São Francisco”, disse durante entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM.
O presidente da Cagepa também garantiu que municípios abastecidos pelo rio Piranhas, como Paulista e São Bento, não serão afetados pelo projeto. Ele afirmou que uma nova captação será implantada em Paulista, com ampliação da estação de tratamento de 50 para 80 litros por segundo.
Além disso, Vista Serrana, Ipueira, São José do Bonfim (Sanharão) e Maravilha receberão reforço no sistema.“Já temos empresa vencedora da licitação. A homologação deve sair hoje ou amanhã, e assinando o contrato iniciamos a obra imediatamente”, declarou.
Marcus destacou ainda que, sem a água da transposição do Rio São Francisco, parte da região estaria em situação “muito delicada”, já que o nível do Piranhas tem caído bastante. “Se não tivéssemos a transposição hoje, o rio não daria nível suficiente para captar água”, completou.
A nova adutora para Patos, segundo ele, é tratada como política pública permanente, independentemente de mudanças no comando do governo estadual.
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