Foto: Reprodução.

A investigação sobre a morte da idosa Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (29), no município de Bayeux, na Grande João Pessoa. Um homem identificado como Wilis Cosme, apontado como vizinho e última pessoa a ter contato com a vítima antes do desaparecimento, foi preso de forma cautelar pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB).

A medida, no entanto, não representa, até o momento, uma confirmação de envolvimento direto no crime. Trata-se de uma ação preventiva dentro das diligências que buscam esclarecer as circunstâncias da morte.

Wilis Cosme nega qualquer participação no caso. Ainda assim, o fato de ter sido a última pessoa vista com a idosa levantou suspeitas e motivou sucessivas oitivas, culminando na decisão pela prisão cautelar.

Milce estava desaparecida desde o dia 22, quando saiu de casa para acompanhar o vizinho a uma consulta médica no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, localizado entre os municípios de Santa Rita e Bayeux. Segundo relato da família, após o atendimento, os dois teriam seguido para uma área de mata com o objetivo de colher mangas.

De acordo com a versão apresentada pelo homem, a idosa teria se abaixado durante a coleta da fruta e, em seguida, desaparecido de sua vista. O sumiço levou familiares a registrarem boletim de ocorrência e mobilizou buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros, que inicialmente não localizaram a vítima.

O corpo de Milce foi encontrado dias depois, em uma área de mata, encerrando as buscas, mas abrindo uma série de questionamentos sobre o que realmente ocorreu.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou divergências nos depoimentos prestados por Wilis Cosme. Segundo o delegado responsável pelo caso, Douglas García, há inconsistências principalmente relacionadas aos horários informados pelo homem, desde a saída do hospital até o deslocamento para a área onde a idosa desapareceu.

Para confrontar as versões, os investigadores refizeram o trajeto indicado pelo depoente. O percurso foi cronometrado, e o resultado levantou ainda mais dúvidas.

Apesar das contradições, a polícia mantém cautela e reforça que, até o momento, o homem não é oficialmente tratado como suspeito, mas segue sendo peça central nas investigações por ter sido o último a ver a vítima com vida.

A Polícia Civil aguarda agora a conclusão dos exames periciais, que devem apontar a causa da morte e ajudar a definir se houve crime e, em caso positivo, identificar eventuais responsáveis.

O caso segue em investigação e é tratado como prioridade pelas autoridades, enquanto familiares aguardam respostas para um desfecho ainda cercado de dúvidas.

Polícia Civil encontra corpo em área de mata e investiga caso de idosa sumida em Bayeux

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