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Apesar do anúncio feito pela Petrobras sobre a redução de 5,2% no preço da gasolina A vendida às distribuidoras, o efeito ainda não chegou aos consumidores de João Pessoa. Nos postos da capital, o combustível segue sendo vendido a preços elevados, já que os revendedores ainda não receberam os novos valores das distribuidoras.

O presidente do Sindpetro-PB, Omar Hamad, explicou que a diminuição anunciada pela estatal precisa ser repassada pelas distribuidoras antes de refletir nas bombas. “Os preços em João Pessoa estão praticamente congelados desde agosto do ano passado. Agora, é preciso aguardar quando e em que proporção as distribuidoras irão repassar essa redução, já que o reajuste é concedido diretamente a elas. Portanto, resta acompanhar quando esse repasse chegará ao consumidor e qual será o valor efetivamente aplicado”, disse Omar durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, na Arapuan FM.

O sindicalista também esclareceu que a redução de R$ 0,14 por litro anunciada pela Petrobras não será integralmente percebida pelo consumidor final, devido à composição do combustível: “Desses 14 centavos, na realidade só são 10 centavos, porque quando você tira o percentual do anidro, vai dar 9,8, em torno de 10 centavos. Então é preciso aguardar e observar como as distribuidoras irão se posicionar para que o mercado também se ajuste. Espero que o Procon realize uma pesquisa junto às distribuidoras, acompanhando todo o caminho dos combustíveis, para esclarecer à população quando e quanto essa redução vai chegar ao consumidor. Afinal, esse mecanismo envolve diretamente a distribuidora e a refinaria”, detalhou.

A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e depois é misturado ao etanol pelas distribuidoras antes de ser vendido nos postos. Com a redução, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passa a ser de R$ 2,57 por litro. Desde dezembro de 2022, a queda acumulada no preço da gasolina chega a R$ 0,50, equivalente a 26,9% de recuo, já considerando a inflação do período.

A última mudança nos preços da gasolina havia ocorrido em 21 de outubro de 2025, quando houve redução de 4,9%.

Preço final ainda depende de outros fatores

O impacto nos preços finais nas bombas depende de diversos fatores além do valor da Petrobras, como frete, mistura com etanol, impostos e margem de lucro dos postos. Por isso, mesmo com a redução nas refinarias, o consumidor pode não notar uma queda imediata no valor pago.

No caso do diesel, a Petrobras informou que não haverá alteração no preço vendido às distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada no diesel chega a 36,3%, considerando a inflação do período.

Especialistas apontam que a redução da gasolina pode contribuir para alívio na inflação nacional, já que o combustível tem maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que mede a inflação oficial.

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