O delegado João Ricardo, da Delegacia de Crimes Cibernéticos da Paraíba, comentou nesta sexta-feira (13) os detalhes da Operação Falso Estagiário, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB) em João Pessoa. Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM, o delegado explicou que a investigação tem como alvo um jovem de 18 anos suspeito de enviar e-mails com falsas intimações judiciais para intimidar uma vítima após um desentendimento em um jogo on-line.
Segundo João Ricardo, o suspeito teria criado um endereço eletrônico fraudulento semelhante ao da Delegacia de Crimes Cibernéticos e enviado mensagens se passando por autoridade policial. “Foi um rapaz aqui da Paraíba que teve um desentendimento com uma pessoa do estado de São Paulo durante um jogo on-line. Por causa dessa rixa, ele decidiu amedrontar a vítima. Para isso, falsificou o e-mail da nossa delegacia e também uma intimação judicial com a assinatura de um desembargador”, explicou o delegado.
Durante a operação realizada nesta sexta-feira, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do investigado. Equipamentos eletrônicos foram recolhidos para análise. De acordo com o delegado, as diligências têm o objetivo de identificar se o suspeito utilizou o mesmo método para intimidar outras pessoas.
“Nós iniciamos a investigação quando tivemos conhecimento de que um e-mail muito parecido com o da Delegacia de Crimes Cibernéticos estava circulando com ameaças. Representamos pela busca e apreensão e recolhemos o celular dele para verificar se houve outras práticas semelhantes”, afirmou.
Alerta sobre golpes virtuais
Durante a entrevista, o delegado também alertou para o aumento de golpes e fraudes envolvendo e-mails falsos que simulam comunicações de órgãos públicos.
Segundo ele, muitas dessas mensagens são usadas por criminosos para induzir vítimas a clicar em links maliciosos ou fornecer informações pessoais. “Hoje em dia é muito comum receber e-mails falsos. A pessoa não deve confiar imediatamente. O ideal é procurar os canais oficiais da delegacia, do tribunal ou da vara judicial para confirmar se aquela comunicação realmente existe”, orientou.
O caso segue em investigação e o jovem poderá responder por falsificação de documento público, falsidade ideológica e uso de documento falso, além de outros crimes que possam ser identificados no decorrer da apuração.
Assista a entrevista do delegado ao Programa Ô Paraíba Boa:
Clique aqui para seguir o canal “FONTE83” no WhatsApp e fique bem informado




