Foto: Divulgação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciou, nesta terça-feira (15), a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária com a ocupação da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, em João Pessoa.

A mobilização reúne cerca de 500 famílias de diferentes regiões da Paraíba e faz parte de uma série de atos realizados em todo o país entre os dias 13 e 17 de abril. Neste ano, a jornada marca os 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás, episódio que se tornou símbolo da violência no campo.

Segundo o movimento, a ocupação busca chamar atenção para a situação de famílias acampadas no estado. De acordo com dados apresentados pelo MST, mais de 3 mil famílias aguardam assentamento na Paraíba, muitas em condições precárias.

Entre as principais reivindicações estão:

retomada de vistorias em terras improdutivas;

criação de novos assentamentos;

acesso a crédito, moradia e infraestrutura;

políticas públicas para permanência no campo.

O movimento também aponta que, nos últimos anos, o número de ações voltadas à reforma agrária no estado tem sido considerado insuficiente diante da demanda existente.

Outro ponto destacado durante a mobilização é o avanço de casos de trabalho em condições análogas à escravidão. Dados citados pelo MST indicam aumento no número de resgates recentes na Paraíba, inclusive na Região Metropolitana de João Pessoa.

Para o movimento, esse cenário está relacionado à concentração fundiária e à falta de políticas estruturantes no campo.

A Jornada Nacional de Lutas ocorre em diversos estados, com ações como ocupações, marchas e atos públicos. O objetivo, segundo o MST, é pressionar o poder público por avanços na política agrária e ampliar o debate sobre a distribuição de terras no país.

A mobilização também busca reforçar a memória das vítimas de conflitos agrários e discutir alternativas para reduzir desigualdades no meio rural.

Compartilhe esse conteúdo: