O Instituto de Medicina Legal (IML) de João Pessoa confirmou que o feto encontrado dentro de uma caixa de papelão no bairro do Muçumago morreu ainda no útero. A informação foi repassada pelo médico-legista e chefe do IML da Capital, Flávio Fabres, após a realização da necropsia.
“Deu entrada no Instituto Médico Legal de João Pessoa o corpo de um feto para ser necropsiado. A necropsia foi realizada no dia 24 de janeiro e evidenciou que a morte foi intrauterina, ou seja, ele não chegou a nascer. A partir de agora, as investigações ficam a cargo da Polícia Civil, e também foram solicitados exames complementares”, explicou o médico-legista.
Segundo Fabres, o exame cadavérico identificou que o feto era do sexo feminino e não apresentava sinais internos ou externos de violência física ou sexual. O corpo apresentava sinais de maceração e putrefação, compatíveis com óbito fetal intrauterino. Exames laboratoriais e anatomopatológicos foram solicitados para verificar possíveis alterações químicas, mas os resultados podem levar algumas semanas para serem concluídos.
Com a conclusão da etapa inicial da perícia médico-legal, o caso segue agora sob apuração da Polícia Civil da Paraíba (PCPB), que busca esclarecer as circunstâncias da morte e eventual responsabilidade criminal.
Relembre o caso
A Polícia Civil investiga o abandono de um feto encontrado dentro de uma caixa de papelão na Rua Santa Sofia, no bairro do Muçumago, em João Pessoa. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e policiais civis, que estiveram no local após o acionamento de moradores.
O delegado Douglas Garcia informou que, pelas características iniciais, a situação levantou a suspeita de aborto. Imagens de câmeras de segurança da área já estão em posse da polícia e mostram uma mulher deixando a caixa no local antes de sair.
As investigações agora buscam esclarecer se o feto é resultado de um aborto espontâneo ou provocado. O material recolhido segue sob análise e novas diligências devem ser realizadas conforme o avanço da apuração.
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