O presidente da Câmara, Hugo Motta — Foto: Sergio Lima/AFP.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, adotou uma estratégia para acelerar a tramitação da proposta que prevê a redução da jornada de trabalho no país. A medida inclui o fim da escala 6×1, substituindo pelo modelo de cinco dias de trabalho e dois de descanso, com carga semanal de 40 horas.

Para encurtar prazos, Motta convocou sessões plenárias ao longo de toda a semana, fora do calendário tradicional, permitindo avançar mais rápido nas etapas exigidas antes da apresentação do parecer do relator, Leo Prates.

A proposta reúne textos apresentados por Reginaldo Lopes e Erika Hilton, que já passaram pela Comissão de Constituição e Justiça. Com o prazo de emendas em andamento, a expectativa é que o relatório seja apresentado em breve, permitindo votação na comissão especial e, em seguida, no plenário ainda este mês.

A movimentação ocorre em meio à tentativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva de avançar em pautas trabalhistas com forte apelo popular. A ideia é concluir a tramitação até junho, em articulação com o Senado, presidido por Davi Alcolumbre.

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