O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), reforçou nesse sábado (3) o discurso de unidade das forças de oposição na Paraíba para as eleições de 2026. Em sintonia com o senador Efraim Filho (União Brasil–PB), pré-candidato ao Governo do Estado, Bruno defendeu a construção de um entendimento político que permita a convergência do campo oposicionista, especialmente em um eventual segundo turno.
A declaração foi feita durante uma confraternização de veraneio com forte tom político, realizada na residência de Efraim Filho, no bairro de Camboinha, em Cabedelo. O encontro reuniu lideranças do União Brasil e aliados estratégicos, funcionando como um termômetro das articulações que já começam a ganhar corpo nos bastidores da sucessão estadual.
Em entrevista ao comunicador Emerson Machado, o “Mofi”, Bruno afirmou que sempre defendeu a unidade da oposição, mesmo reconhecendo a legitimidade de mais de uma candidatura no primeiro turno. “Desde o início eu defendo que a oposição trabalhe unida. Unidade não significa, necessariamente, candidatura única. É natural que haja mais de um nome no primeiro turno. O importante é que exista maturidade política para, no segundo turno, caminhar juntos”, afirmou.
O prefeito lembrou o cenário eleitoral de quatro anos atrás, quando diferentes projetos disputaram o primeiro turno, mas houve recomposição no momento decisivo da eleição.“Foi assim na eleição passada. Houve mais de uma candidatura no campo oposicionista e, no segundo turno, ocorreu um movimento de convergência. Isso é natural e saudável para a democracia”, avaliou.
Bruno Cunha Lima destacou que, nas conversas internas, tem defendido respeito mútuo entre os atores políticos da oposição, com cada liderança ocupando seu espaço, sem rupturas prematuras. “Cada um marca sua posição, seu espaço, mas é fundamental manter um ambiente de respeito e cooperação. Se for possível estarmos juntos já no primeiro turno, ótimo. Se não, que haja entendimento no segundo”, disse.
O prefeito também evitou alimentar especulações sobre a formação de chapa e possíveis nomes para a disputa majoritária, incluindo menções ao nome de sua esposa. “Tudo o que foi dito até agora está no campo das especulações. Formação de chapa é algo que se discute no tempo certo, com diálogo amplo entre aliados e partidos”, ponderou.
A fala de Bruno reforça o discurso de Efraim Filho, que vem defendendo publicamente a união da oposição no segundo turno, inclusive admitindo diálogo com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB). O gesto indica que, apesar das diferenças regionais e partidárias, o bloco oposicionista busca desde já evitar divisões que possam comprometer o desempenho eleitoral em 2026.
Nos bastidores, o encontro em Camboinha foi interpretado como mais um passo na tentativa de alinhar discursos, reduzir arestas e preparar o terreno para uma disputa que promete ser uma das mais acirradas da história política recente da Paraíba.
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