O senador Efraim Filho (União Brasil–PB) jogou luz sobre um dos principais impasses da sucessão estadual de 2026 e estabeleceu um prazo para a definição do xadrez político. Segundo ele, a federação União Progressista deverá decidir até março do próximo ano quem será o nome que encabeçará a chapa ao Governo da Paraíba.
A declaração foi feita nesta terça-feira (30), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM. Sem rodeios, Efraim reconheceu que a federação não comporta dois projetos majoritários simultâneos e que a escolha será inevitável: ou ele, pelo União Brasil, ou o vice-governador Lucas Ribeiro, filiado ao Progressistas (PP) e integrante da base do governador João Azevêdo (PSB).
“Até março, ou eu, ou Lucas terá de tomar um destino. Os dois são candidatos ao governo. A federação só pode ter uma chapa. Então, tanto ele quanto eu vamos querer segurança partidária para levar adiante nossos projetos”, afirmou o senador, deixando claro que a disputa está posta.
Efraim destacou que a direção nacional da federação trabalha para construir um entendimento que evite rupturas e minimize perdas políticas. Ainda assim, admitiu que qualquer decisão trará custos. “A cúpula tenta um acordo, um consenso. Mas é evidente que alguém vai perder. Aguinaldo Ribeiro é um nome importante no Progressistas. Eu sou líder do União Brasil no Senado. Seja quem for, haverá desgaste”, avaliou.
O senador também apontou que o cenário nacional terá peso decisivo na escolha. Segundo ele, o posicionamento da federação em relação ao governo federal e ao campo da oposição poderá inclinar a balança. “Se o partido tomar um rumo mais claro de oposição, isso me favorece. Se continuar com um pé em cada canoa, talvez favoreça o outro lado”, analisou.
Efraim ainda citou como fator positivo para sua pré-candidatura a recente saída do PP do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, hoje no MDB, e do deputado federal Mersinho Lucena (PP). Para o senador, a mudança reduziu o peso interno do grupo ligado à base governista dentro da federação. “Eles eram um peso importante do lado do Progressistas. Nesse ponto, tive boas notícias agora no fim do ano”, concluiu.
Com o prazo publicamente estabelecido, a federação União Progressista entra em contagem regressiva. Até março de 2026, o discurso dará lugar à decisão, e o escolhido não apenas liderará a chapa, mas também definirá o rumo político da aliança na disputa pelo Governo do Estado.
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